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sábado, 15 de outubro de 2011

Poetise


Por que a verdade é que o mundo é feito de atos loucos em momentos inconsequentes, onde alguém vai ter a sorte de ser o ator, outros o azar de ser o objeto, e o resto são a platéia, que não pode nem melhorar nem piorar a peça. Poetise suas dores. Poetise seus amores. Poetises seus erros, acertos (estes são sem querer) e decisões. Pois assim o ordinário toma vezes de épico, o lugar comum se torna sonho, e os amores partidos não precisam fazer parte da história que você conta.
Mas lembre-se sempre. Só se poetisa quando se tem um coração em pedaços.
Como o meu está agora.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Felice Giornata dei Bambine!!! \o/ ou Por que não dá pra não ser criança?


Você pode negar o quanto quiser, criticar o que vou dizer, dizer que não, bater o pé no chão ou contar tudo para a sua mãe, Kiko. Mas a realidade é uma só.
Você, em pelo menos 50% do tempo em sua vida adulta, gostaria de ser criança de novo.
Não adolescente. Não aborrecente, nem homemzinho.
Você queria simplesmente ser criança.

sábado, 17 de setembro de 2011

RESENHA [FILME] – CONAN: O “RECEIO BAYWATCH”, BONECAS TCHECAS CIMÉRIAS DE TOPLESS E UM MONSTRO CHAMADO SAUDOSISMO

"Juro que quase li Born to be Wild"


Conan chegou aos cinemas. E chegou com toda uma expectativa gigante em suas costas. Mas não uma expectativa qualquer! Explico! Dentre todos seus espectadores, existem basicamente dois tipos de fãs que irão ver o filme no cinema. Um é o fã do Arnold Schwarzenegger (sim, este nome foi copiado e colado) e de seu Conan de cuecão de couro e sotaque austríaco. Este fã provavelmente acha que é uma heresia f***@ sujar a imagem de um dos personagens mais famosos de seu ídolo com um salvavidazinho (é, eu adoro criar palavras esdrúxulas) do Baywatch que usa lápis de olho no único bárbaro que interpretou. O outro é o fã do Conan dos quadrinhos, que está naquela se eles vão estragar a obra do Arnold, que afinal de contas fez um trabalho legal no cinema (oras, quem não se empolgou com o Arnold dizendo que seu prazer era “Destruir seus inimigos, vê-los sucumbir diante de si e ouvir o lamento de suas esposas”!!!). No fim, os dois fãs têm uma grande característica em comum, e a expectativa é a mesma:


A característica é que nenhum deles assiste ao filme original de novo.

E a expectativa é: Será que vale a pena ver o novo filme? Será que o garoto do Baywatch vai estragar a imagem icônica do Conan? Será que o filme vai ser uma m%#$@ foda???

Quer a resposta? Quer mesmo? Então aqui vai!!!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Contos: Rainmaker

Este conto foi postado no site O Nerd Escritor e foi escrito por mim num exercício para melhorar as minhas descrições de batalhas. Espero que curtam =)

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RAINMAKER




Do lado de fora, a chuva caia abundante e ruidosa, embora não o suficiente para abafar os barulhos de choro da jovem que abraçava o pai dentro de casa, rodeados por estranhos.
O que a princípio se desenharia como uma cena de tristeza, se observada mais de perto, se provaria uma cena comovente. Era claramente um choro de alegria e alívio, que era de certa forma compartilhada pelo pai, embora este não chorasse.
A menina era de uma beleza simples, mas forte. Seus cabelos negros com mechas coloridas contrastavam com a pele clara, quase amarelada, e os olhos meio repuxados e cinzentos. Os lábios, belos e moderadamente cheios sorriam em seu rosto oval, em oposição as lágrimas que caiam. Estava na flor de seus 15 anos, embora aparentasse ter um pouco mais, e trajava roupas escolares japonesas, daquelas que atiçam a tara dos homens.
Alguma coisa daqueles traços se perdia na face do pai, um homem forte para lá dos quarenta anos, mas muito bem conservado, de rosto quadrado e queixo firme. Os traços militares eram demonstrados principalmente no corte do cabelo e na expressão sisuda na face, de olhos que um observador desatento pensaria estar fechados.
- Calma meu amor, calma, já passou, já passou – era o pai acalentando a menina. Ela conseguia apenas balançar a cabeça e soluçar de volta. O homem voltou-se para o rapaz que estava parado no canto da sala segurando um guarda-chuva fechado e ensopado. Não era tão bonito quanto os heróis das histórias comoventes deveriam ser, mas possuía um charme próprio, com uma expressão serena que parecia dizer “Tudo está bem agora”, e que costumamos acreditar. Seu cabelo era negro, liso até as orelhas, num corte a là James Dean, que complementava seus profundos olhos azuis escuros, como só o fundo de um lago poderia ser. Seu rosto mantinha um sorriso calmo e acolhedor que conquistava por si só. – Muito, muito obrigado. Eu nunca esquecerei!
- Ah, deixe disso – respondeu o rapaz, numa foz tão tranqüilizadora quanto o sorriso. – Eu apenas vi a menina precisando de ajuda, nada demais! – disse num japonês arrastado que faria um lingüista do idioma sofrer um infarto, já que ignorava tantas regras de etiqueta quanto fosse possível. A família não se importava.
- Obrigado, senhor – disse a menina se recompondo e se inclinando, antes de lhe dar um abraço apertado. – O senhor me salvou daquelas pessoas estranhas. Eu seria seqüestrada se não fosse por você! – disse entre lágrimas e sorrisos. Antes que o rapaz, encabulado, pudesse responder, o pai da moça usou a deixa.
- Miyuki, você deve estar cansada. Vá com os seguranças. Descanse em casa. Amanhã falaremos.
- Sim pai – disse a menina sorrindo. Deu um beijo na bochecha do pai, o que certamente seria um comportamento inapropriado na frente de um estranho em qualquer outro momento, mas ele apenas a abraçou, e a observou enquanto abraçava novamente o rapaz que salvara sua vida e saia com os seguranças que lotavam a sala.
Assim que a jovem saiu, o japonês quarentão se levantou com sua bengala à mão, embora não aparentasse ser o tipo que precisava de bengalas. Restavam apenas ele e o rapaz na sala.
- Agradeço novamente, senhor… – fez a pausa para as apresentações
- Rain, senhor. – Respondeu o rapaz acompanhando o senhor enquanto começaram a caminhar em direção a outro ponto da casa.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Essa ausência ta #foda!

Alou galerinha do maw, venho por esta me desculpar profusamente pela minha ausência FODA essas duas semanas.

Eu podia cobrir vocês de mimimis e yaddas-yaddas sobre por que me atrasei por causa da faculdade e dos intermináveis trabalhos e a empresa que eu estou abrindo e yadda-yadda, mas não-vou! Ao invés disso, vou disponibilizar aqui um materialzinho que eu produzi em outro site, o Leitor Cabuloso.

Primeiro, uma dica de leitura que eu fiz lá, para o livro da Guerra dos Tronos. Ainda vou produzir uma resenha do livro esta semana. Para ver isso, clique AQUI !

Depois, minha primeira contribuição para a semana da toalha no site, um post explicativo sobre o que é o dia e a semana. Para ver este, vá AQUI !!! Ainda rola mais um post meu lá nesta semana especial =)

É isso galera. Desculpem a ausência, e amanhã devo fazer 4 post para compensar, ok? Até pra todo mundo, e FELIZ SEMANA DA TOALHA! =)

domingo, 1 de maio de 2011

[Conto] Sangue No Olho.

           

            O cheiro de enxofre inundava suas narinas. Sentia o gosto do sal na boca. Só não sentia dor. Não tinha tempo pra dor não. Não agora.
            Pois agora Ferreira corria.
“Corre cachorro, corre pra num virar sabão!” se ouvia na mata de espinhos. Mais gritos eram soltos, com apenas xingamentos, e mais uma vez eram ignorados. Ferreira corria, e corria, com apenas uma faca de degolar cabra na mão, vestido de couro da cabeça aos pés, passando pelos espinhos, que mais pareciam adagas prontas para perfurar os olhos do primeiro tolo que andasse sem se prevenir. “Ô Ferreiriiinhaaaa... Vem cá, vem molequinho! Vem e a gente deixa tua patroa viva! Vem que a gente já ta é arretado de te procurar!” Os policiais, não ambientados com aquela área, andavam em passos curtos, se rasgando e furando no meio daquele inferno marrom. Ferreira, no entanto, andava como se fosse feito de fumaça, não tomando conhecimento de nada daquelas dificuldades.
Havia se separado de seu grupo, e os homens que estavam com ele haviam morrido de tiros covardes dos milicos. Bando de macacos, como Ferreira também os chamava. Suas armas tinham caído sabe Deus onde. Só tinha a faca, inseparável. Foi uma perseguição insana e perigosa, mas após entrar naquele matagal denso e seco, Ferreira poderia fugir sem problemas, pois nunca que os policiais iriam conseguir alcançá-lo. Assim, poderia ir procurar Maria, que devia estar com o outro bando. Podia seguir em paz.
Mas Ferreira não acreditava em paz.
E Ferreira não ia embora tão cedo.

sábado, 30 de abril de 2011

Um post bobinho de fim de semana!

Alou crianças, crionças, crileões e demais criaturas carnívoras (ou não) que lêem este belo e singelo blog!

Bem pessoal, devido a diversas problemáticas pessoais que tive (que incluem preguiça, amores complicados, preguiça, pouco dinheiro, preguiça, atrasos de cronograma causados por preguiça e... mais preguiça, acho!) alguns posts quase prontos que eu fiz continuam neste estado: Quase prontos.

Portanto, nada de little fun com o Menino Estranho.

Buuuuut, o Menino Estranho, em compensação, entrega para a galerinha leitora que aparece de vez em quando por aqui. Acontece que um blog muito bom de literatura, o Leitor Cabuloso, tem uma singela contribuição minha, uma resenha sobre o livro O Herói Perdido, de Rick Riordan. Portanto, se quiserem etr uma palhinha do Menino Estranho atacando de crítico literário, não se acanhem, e podem ir lá! O site é MUITO bom, e vale a pena visitar.

Para ir para o meu post, é só clicar AQUI!

Um abração pra todo mundo, e por favor, leitores, COMENTEM (por favor?), para que eu tenha uma noção um pouco mais exata de quem entra aqui de propósito, e quem entra aqui procurando "a dor de cerebro que passou". A não ser que 300 pessoas venham aqui toda a semana procurando por isso. Aí eu vou ficar triste pra caramba. Enfim! Agraços, beijos, alohas, e até =)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Aquelas Tristes loucuras que nós sempre esquecemos.


Falando sério agora.
Que loucura é essa?
No meio de discussões e mais discussões sobre o papel da sociedade na educação do outro, bullying, assassinatos bizarros e incompreensíveis e demais loucuras que cada vez mais se evidenciam na sociedade, acabamos de ser chocados novamente com novos casos de abandono de recém-nascidos a própria sorte. No começo da semana já houve um caso, e hoje (27/04/2011) outro foi evidenciado:

Veja:


Bebê é abandonado em lixo de hospital em Jundiaí-SP

São Paulo - Um recém-nascido foi encontrado ontem no lixo de um banheiro do Hospital Paulo Sacramento, em Jundiaí, no interior de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, a suspeita de ter cometido o crime é uma mulher de 20 anos que chegou ao hospital com dores abdominais e que, durante o atendimento, pediu para ir ao banheiro. Em seguida, ela deixou a unidade.
Menos de uma hora depois, uma faxineira do hospital encontrou o bebê no lixo do banheiro. Ela localizou a criança após ver pingos de sangue no chão(...)A suspeita foi localizada pela polícia depois que a unidade forneceu a lista de atendimentos feitos no local. A mulher, que foi encontrada em casa, estava passando mal e foi encaminhada para a unidade hospitalar(...)Uma equipe policial aguarda a alta médica para ouvir a jovem. A mulher passará também por exame de corpo de delito. O caso foi registrado na Delegacia de Investigações Gerais (DIG). A mulher pode ser indiciada por abandono de incapaz.

terça-feira, 26 de abril de 2011

[DROPS] Mais do mesmo, mais espera, mais X-men!

Pois bem, entra novidade, sai novidade, outra vez é divulgado na internet um novo teaser de X-men - Fist Class, filme que promete resgatar o sucesso e qualidade de nossos mutantes favoritos (ou não!) no cinema.

Claro, muita gente afirma (com boas razões) que o teaser é mais do mesmo, com apenas alguns segundos a mais de película, mas com a aproximação da data de estreia do filme (a previsão é para Junho. Que presente!!! =D) isso não deve influenciar tanto! Confiram o "novo" teaser, e digam o que acharam \o

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Joyeuses Pâques, Baby Strange!



O Menino Estranho adora chocolate.

Adora tanto, que ficou alérgico, só de sacanagem. Mais de uma vez foi parar no hospital depois de se empanturrar com ovos de chocolate, coelhos de chocolate, biscoitos de chocolate, automotivos de chocolate e até barras de confeiteiro de chocolate. Tudo, tudo de chocolate! Quer dizer, tudo menos pizza, né? Pizza de chocolate também é f*da.

E nesta onda de chocólatra Kamikaze, seguia o Menino Estranho, figurinha carimbada na emergência do hospital em todas as páscoas. De cara empolada e tossindo horrores. Mas feliz, com um sorriso marrom e faceiro no rosto.

A mãe do Menino Estranho, a Dona Preocupada (afinal, com um garoto desses, que mãe não ficaria assim?) já estava farta deste processo todo. Em parte por que ela ficava louca quando o menino começava a passar mal (embora com um sorriso no rosto!) depois de comer chocolate e mais chocolate. Por outro lado, ela detestava perder os almoços da família. O atum da tia Help era bem gostoso.

Mas o que fazer para aquele garoto parar de ser viciado no doce?

sábado, 16 de abril de 2011

E eu me lembro do pé de manga?




A saudade é um sentimento tão estranho... tão dúbio.... será que é ruim? Não pode ser bom? Ter seus momentos nostálgicos?

Obviamente, nossa obsessão pela saudade não é agradável, tampouco saudável... Mas nós sabemos disso tudo!!! Por que ainda nos obcecamos por isso? Por que necessitamos das lembranças?
Um fato é claro.
Não se pode viver só olhando para frente.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Sobre Críticos, Criticar e ser um idiota.



            Há certo tempo, em minhas convivências virtuais em fóruns, bate-papos da vida, redes sociais e até mesmo no “mundo real” do Menino Estranho, ando acompanhando a um crescente levante de um pensamento “anti-literatura-juvenil-cujo-o-nome-tenha-alguma-ligação-com-uma-fase-da-lua-lobisomens-ou-anjos”. Nada contra (em alguns casos, até certo apoio de minha parte), afinal, só por que uma ou outra obra é um best-seller, não quer dizer que você tenha que gostar, ou mesmo engolir o negócio. Gosto, como diria o poeta, é igual a c..aldo, cada um prefere o seu de um jeito.
            No entanto, nesta mesma vibe de ação anti-vampiros-que-brilham, entre outras bandeiras que se levantam por aí, nota-se um claro movimento cheio de calhordiçe, que se aproveita do momento em que xingar determinada obra está na moda, e tenta se promover como intelectual na base de críticas vazias. Estes são os Críticos Charlatões.
            E isso aí, eu não concordo.

sábado, 9 de abril de 2011

Sucker Punch – Mundo Surreal (2011): Todos os mais loucos sonhos que algum dia você já teve.

            
            Zack Snyder. Você sabe quem é esse cara? Mesmo com sua curta cinegrafia, ele conseguiu ser o diretor de alguns dos filmes que deram um UP na nova revolução do pensamento do cinema atual. Para o bem e para o mal. Pérolas do cinema blockbuster surgiram pelas suas mãos, como 300, Watchmen e Madrugada dos Mortos, um dos mais perfeitos exemplares de Zombie Movies feitos em todos os tempos. Com um cinema de  padrão mais dinâmico, ágil e nervoso, Snyder mostrou a que veio, e conquistou sua legião de fãs. Lógico, sempre tem gente que não vai gostar de seu estilo, e com suas razões. O que quero afirmar aqui é como ele mostrou em pouco tempo o quanto pode ser apostado nele.

          No entanto, a questão é justamente esta: Vale a pena confiar em Zack Snyder? Vale a pena apostar em Sucker Punch? Um filme de roteiro original nas mãos de um diretor que sempre trabalhou com adaptações fossem de quadrinhos ou remakes, e que claramente busca um cinema bem mais estético que o normal?
            Dependendo de quem você for, a resposta pode ser um “sim”, “não” ou ambos! 

quarta-feira, 6 de abril de 2011

[DROPS] Arnold, em Um Herói de... desenho?

  Sim, sim, sim caros leitores. Ele disse, e cumpriu: Arnold Schwarzenegger está de volta! E veio com tudo!

  Agora o Ex-halterofilista/exterminador/político gigante atacará de desenho animado! A bagaça de chama The Governator, eserá feito por uma parceria entre Arnold e Stan Lee! Putz!
  No entanto, se você espera algo clichê como lutas contra robôs vilões, crianças ajudantes super inteligentes e hiper armaduras de combate... Você está esperando certo! Não esperem menos que isso no resultado, e se divirtis!

  The Governator deve sair como animação e filme, e tem previsão para 2012, embora uma série em quadrinhos já seja esperada para este ano. Até lá, seja o que deus quiser =p

Ai vai um dos trailers desponíveis na internet.


Fontes: Jovem Nerd, The escapist.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Abril? Abril pro cinema Meuô!

Os deuses devem saber por que (ha-haaa, trocadilho horrível), mas Abril promete uma nova leva de diversão para os cinéfilos (ou não) de plantão. De Thor (uma das maiores promessas de filmes sobre quadrinhos desde Homem-Aranha) à Água para Elefantes (que traz Robert Pattinson, enfrentando o desafio de voar como Leonardo DiCaprio ou afudar como o titanic), existirão diversas alternativas de películas para todos os gostos. Como o Menino Estranho está ansioso para algumas dessas verdadeiras jóias do cinema (para outras... Bem, nem tanto!) Vamos fazer um apanhado dos principais filmes que irão estrear até o começo de maio! Então, vamos lá!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Resenha: Assassino à Preço Fixo (2011) – Um remake, dois carecas e três coisas tristes do cinema atual.

Há muito tempo se discute que um gênero, muito querido nos do início dos anos 80 ao fim dos anos 90, hoje jaz morto, enterrado, sepultado e se revirando no túmulo por conta desses vampiros purpurinados e piratas que usam lápis de olho. Estamos falando dos filmes de action hero, que tanto fez a alegria da molecada (homens e mulheres) que se inspirava naquelas figuras icônicas (o que é apenas um termo metido pra dizer que aqueles heróis eram “do c****”) imortais, indestrutíveis, impotent... (ops, não =P) e com os mais variados sotaques estrangeiros interpretando máquinas de matar americanas ambulantes. Dos mais “recentes” Sylvester Stallone E Arnold Schwarzenegger à mais antigos, como Clint Eastwood, ou até mesmo Charles Bronson (que já, já volta a ser citado.), cada um desses fez história.
No entanto, o que se observa hoje é que este gênero, embora meio chutado e galhofa, não pode ser destruído. Afinal, são Heróis (com agá maiúsculo mesmo)!!! E não importa o que você diga, o que você quer ver é isso! Bem contra o mal, batalhas épicas e os Heróis vencendo no final. E não acompanhar uma novela água com sangue açucarado no cinema. No entanto, com raríssimas exceções (Vide Mercenários, recente jóia do Stallone), parece que a mágica se perdeu. O mundo hollywoodiano não sabe mais fazer Action Movies.
Então, que fazer?
Remakes é claro!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Amar. Voar? Caminhar! Seguir em frente.

Nunca entendi bem a fixação das pessoas em comparar o sentimento de amor com o vôo. Quer dizer, em si, não tenho nada contra voar, sentir a brisa do outono no meu corpo ou ter um ventilador na minha cara. Vento. Sim, eu gosto do vento. Tenho uma ligação muito especial com ele (que não vai ser discutida agora. Esse post é sobre oooutra coisa.).

Mas amar, para mim. Não é voar.

Não é sobre excesso de liberdade. Não é sobre ausência de limites ou barreiras. Não é sobre as turbulências ou pressões dependendo do momento.

É sobre não ter onde firmar seus pés.

Amar não é apenas se sentir extasiado a ponto de se desligar do mundo. Não tem a ver apenas com se sentir poderoso, fraco, longe ou perto. Amar, infelizmente, tem a sua característica mais marcante nos momentos onde tudo não está bem.

O amor (e pego essa palavra com todo o cuidado, pois depois de passar por tantos dicionários e bocas de poetas, tem o significado diluido, e a resistência fragilizada) é se utilizar de termos pouco usados e não muito atraentes em discursos oníricos e bregas. Amar é aturar. É resistir. É brigar. Batalhar, guerrear, defender, e outras tantas que quando você vê a primeira vez, só imagina desgraça. Mas não. Se você para e pensa, só a pessoa que realmente está do teu lado segura suas chatisses, problemas, brigas, intromissões (que também pode ser atenuado para "excesso de zelo"), tanto para ele quanto para ela (e digo isso compreendendo todas as variações de relações entre gêneros que possam existir). A paixão, sim, é enxergar e exarcebar o lado bom de quem se está fascinado. É magia, e se quebra.

Mas amar é ver tudo que há de errado. E continuar lá. ao seu lado.

E, afinal, também existem as palavras boas.

Por que amar também é levantar, sustentar. Dar forças àquela pessoa mesmo quando quem também precisa de forças é você. Amar é rir dos problemas, e fazer piada da desgraça até ela perder o significado. É inventar apelidos ridículos que só você e seu amor conheçerão. É poder zoar e ser zoado. É poder deixar de ficar sério. Sentar e descansar no fim do dia. Isso sim é amar.


Amar, portanto, não é voar. Amar é poder colocar os pés na terra. Ter um apoio que nunca vai ceder, e que mesmo quando você cair, não vai deixar você descer mais do que o chão onde você está. Afinal, sempre podemos afundar mais. Só não caimos de vez por que existe um chão onde nos apoiamos.

Só não caimos de vez quando amamos.

E é isso que você é. Aquilo que não me deixa afundar. Que me segura na pior das tempestades. Que me acolhe e dá possibilidade de eu melhorar, crescer, criar uma vida, gerar meus frutos. Você é a terra que me nutre, que me sustenta, me levanta e não deixa que eu me perca de vez.

Você é o meu amor.

Sim, existirão terremotos. Talvez eu não cuide sempre bem de você. Talvez você não cuide sempre bemd e mim. Eventualmente mágoa, que irá sarar.
E haverá um amanhã onde eu caminharei com você, seguindo em frente, para nós dois construirmos uma vida melhor.

Para mim, o amor é assim.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Fim. E lá se foi o carnaval.

E apaga-se a luz, e se calam os tambores. Param de cair os confetes, e inês jaz cremada.
Orfeu ja se deita com sua amada. E finalmente o Pierrot desencanou da p**a da Colombina (que nada!). E agora são só as cinzas.
Mas sim. Ainda é carnaval, não se esqueça que quem é você, por que amanhã tudo volta ao normal, mas não quer dizer que você vá morrer.
Mas já foi carnaval, e não importa quem já foi você, tire a máscara e sorria afinal, pois melhor que sonhar é viver!
E dê fim a todas essas ilusões e amores. Por que maquiagem seca, mas paixão sempre deixa marcas. Não se arrependa de ter sonhado e acordar.
Por que sim, o carnaval acabou. Mas a festa vai só começar. Bons sonhos.

terça-feira, 1 de março de 2011

Contos: Terra de ninguém.

Errr, novamente uma pequena temporada sem uma conexão que prestasse não me deixou postar material novo no blog. Mas aí vai um conto mais antigo que eu fiz. Espero que curtam! Esse também vira livro ;) (espero =x). See Ya, e peloamordedeus, POSTEM!!! \o>

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Introdução

Num quarto fracamente iluminado de um bairro pobre de Recife, que fedia a mofo, latrina e suor, a dor de cabeça acabava de acordar Xavier.
Este incômodo já era um velho conhecido seu. A sua rotina, terrivelmente instável, fazia com que ele normalmente não dormisse, ou, se conseguisse, dormisse mal. E usualmente era a dor de cabeça seu primeiro bom dia que recebia.
Mas hoje tinha algo a mais. O forte cheiro de ferrugem. Empesteava o quarto, a casa, vindo principalmente das roupas que Xavier havia usado no trabalho, no dia anterior, e de suas mãos. Mas sabia de onde vinha, e o motivo do cheiro forte. Jó havia lhe explicado sobre a profissão. Quando se sujava as mãos no trabalho, o cheiro era este mesmo. E ele tinha trabalhando muito na noite anterior. Motivo pelo qual não tinha dormido. Motivo pelo qual sua dor de cabeça lhe dava bom dia novamente.
Tudo estava bem. Tudo normal. Era hora de trabalhar.


A oficina BaiBai. Barulhenta. Suja. Um tanto acabada e caindo aos pedaços. Chapas de aço enferrujadas a um lado. Clientes enganados e indignados a outro. Faz parte da vida.
O barulho era o bom dia da oficina para a cidade, e a cidade recebia este bom dia como qualquer pessoa normal receberia: Olhando indignada para a massa de ferro e solda, que acumulava sujeira, trapaças, roubo e demais subterfúgios – que pelo excessivo tamanho da lista não serão citados aqui – dentro de suas dependências, e ao redor da mesma. Dentre as quais podemos citar Dário.
Dário ficava ao lado da oficina. Era um traficantezinho viciado e inofensivo, ou pelo menos parecia, na faixa de uns Vinte e muitos anos. Na maioria das vezes, nem era notado na verdade. Só os funcionários da oficina que sabiam com certeza que ele podia estar por ali. Tinha um jeitão de boa praça, próprio dos malandros menores, ou dos pobres coitados que se achavam muito malandros. Sempre pagava uma rodada de cerveja pra todo mundo, e às vezes rolava até um “tapa” de boa fé, que quase todos aceitavam, terminando suas tardes rindo abestalhados da vida, enquanto Dário balançava sua barriga protuberante, cheia de álcool. Nessas ocasiões, o falso loiro inventava umas histórias de como tinha sido matador temido por deus e o diabo, como era terrível e intocável.
Obviamente a história era uma fraude.
Pelo menos todo mundo dizia isso.
Uns dois ou três já afirmaram que viram o que Dário podia fazer com raiva, uma faca, e um pobre coitado pela frente. Esses Tinham um pouco mais de cuidado com ele. Juntando isso com o fato que normalmente andava com uns dois guarda costas tamanho armário, era algo a se levar em conta.
Xavier trabalhava a duas semanas na oficina, mas já tinha saído nessas bebedeiras. Pelo menos em três vezes tinha fumado uma do cara, e já era quase “brothar” de Dário. Diziam que cedo ou tarde os dois iam se agarrar. Dário ria da piada. E gostava. Xavier só se calava. Era gente boa. Mas bem calado. Beeeem calado. Enfim, todo mundo achava que o cara tinha gostos... Exóticos.
Na sexta a noite, como de costume, Dário pagou a rodada. Levou todo mundo para uma casa com uma singela luz vermelha no topo. As “garçonetes” Já começavam a fazer seu trabalho. Tudo na mesma. Só os dois rinocerontes do Dário não estavam. O mesmo afirmou que eles deviam estar em qualquer ouro lugar. Nem tinham ligado! Safados...
Xavier e Dário ficaram separados da turma. Todo mundo tinha se convencido que os dois iam se agarrar. As piadas aumentavam e, de repente, ninguém nem prestava atenção.
Dário, com uma garrafa de vodka na mão, e um cigarro na outra, já começava a contar seus “atos” para Xavier – Ah, a gente era peso Brothar! Ninguém segurava a gente. Só os melhores! Só os melhores!
- Ta, ta... melhores... já ouvi essa. Mas esse bando aí. Veio de onde? – Deu de ombros Xavier.
- Hann... Deixa eu ver... – Dário fechou os olhos. – Puta meu! Foi uma história mó macabra cara! Você nem vai acreditar! As vezes nem eu acredito! HAH!
- é? Conta ai.
- Pô! Tipo! Tinha um cara que seqüestrou uma vadia que era mulher de não sei quem, aí a gente que não gostava muito do cara, aproveitou a desculpa para se juntar, e dar um papo com ele. Um papo sério!
-É? E daí? – Xavier se inclinou na mesa. Não tinha ninguém onde eles estavam. O barulho era quase insuportável. Eles só conseguiam se falar por que estavam um do lado do outro. Bem perto.
-Aí a gente foi né cara? Chegamos, na cara dura, e pá! Tiro pra tudo que é lado! O cara tava com o bando dele, e tava com a mulher e um guri retardado lá... Enfim, sangue e fogo pra tudo que é lado. Um inferno! Mas, aí, no fim das contas, a gente pegou o miserável.
-É? É quente mesmo...
-Afe. Mas foi um pé no saco. A gente matou a cadela no meio da bala. A doida foi pegar o guri dela.
Xavier estava com os pelos do corpo eriçados. Parecia excitado. Corria a mão pela calça. Dário estava feliz. Ia se dar bem.
-Putz... Mas... Dário... Depois de matar tanta gente... Tu ainda lembra do nome dela? Eu mesmo duvido...
-Bem, todo mundo não... Mas essa cadela... Eu lembro viu?
-É? E qual era?
- Luciana... Luciana Savier... Ou algo assim... Sei lá! Mas era Luciana... Linda viu?... Mas estúpida o suficiente para entrar na frente de bala... Por um fedelho! Doida...
-É?... Pô... E o guri? Que rolou com ele?
Dário estava bem excitado. Parecia que Xavier tinha desses prazeres mórbidos. Ele gostou do rapaz.
-Ah! Sei lá! Deve ter morrido... Engraçado... – Parou um instante... – por acaso lembrei o nome dele... É... Um... Cláudio... Acho... Não... É...
-Carlos. – Disse Xavier, com um súbito clique. Que poderia ser um interruptor, um pedaço da cadeira ou da mesa quebrando, ou uma pisada estranha no chão.
Mas Dário sabia do que era o som.
Era o som que afirmava que ele devia ter dado uma boa trepada antes de ir ali. Que ele podia ter pegado emprestado aquela grana dos agiotas, que não tinha nem o risco de pagar. Que Não importava mais ele ter gonorréia, e que o Carlão nunca mais ia ver ele.
Era o som que dizia que ele iria morrer.
-Sabe o que é engraçado? É que Carlos é o meu primeiro nome...
Dário não riu.
-E mais ainda... Luciana... Xavier... É o nome da minha mãe... Era...
Dário chorava.
-Tem dois caras que vão arrancar o teu couro quando...
-O noticiário de hoje mostrou dois homens grandes e fortes, mortos numa fazenda. Mas talvez você não tenha visto.
-Tem mais gente... – Ele quase soluçava. Não tinha coragem de gritar. Não tinha voz para gritar. Não conseguia gritar nem mesmo em sua mente. Estava morto. Morto! – que vai te procurar...
-Ah, nãããão... Você não entendeu...
“Quem vai procurar essa gente... sou eu!”
O tiro, no coração, foi abafado por um bolo de panos de pratos, sumidos da cozinha. Ninguém teve a impressão de ter ouvido um tiro. Talvez alguma coisa que tenha caído. A bala ficou alojada. O sangue ainda assim espirrou. Um pouco na camisa, um pouco nas mãos... Ficariam com o cheiro de ferro de novo. Tudo bem... Isso fazia parte do trabalho, como sempre falara Jó, seu professor.
Serviço feito.
Serviço iniciado.
E era, realmente, só o começo. Tinha um bando inteiro para perseguir e matar. E ainda tinha que ganhar uma grana para o jantar da próxima semana. Levantou-se com o cadáver, que não escorria graças aos panos.
-Bebeu demais esse.
Dário se deu bem, pensou todo mundo. Ninguém saberia para onde ele foi.
Ninguém se importaria.

Xavier olhou para a lua, depois de jogar o corpo no meio do mato. Demorariam alguns dias, talvez semanas, para descobrirem o corpo ali, e mais algum tempo para que fosse identificado. Isto é, se ainda pudesse ser identificado.
Xavier, o homem, esquecia do cheiro do sangue em suas mãos. Carlos, o menino, lembrava a noite em que havia morrido e renascido.
Sabia que iria ter pesadelos novamente.
Tudo bem. Menos um na lista.
Faltam seis.
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Por P. Teixeira.
Que thal? han? han? =D

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Besouro Verde – Green Hornet (2011) - Como atirar com uma arma de dois canos?

Bem, eu sei, é um pôster espanhol. Mas, como não colocar o único com a Cameron Diaz na frente?
          
             Besouro Verde (no original, Green Hornet) é um filme que já nasceu num mar de incertezas. O filme, que já havia sido previsto para 2010, foi adiado várias vezes por problemas com a produção (já chegamos lá), transformação para 3D, boatos e descrença do público. Isso além do próprio herói não fazer parte do mainstream de super-heróis americanos, (o herói é bem antigo, fez sucesso em TV e RÁDIO! Putz, quantos super-heróis tiveram novelas radiofônicas? Bem, na verdade, muitos...) tornava insegura a sua estréia pelo redor do mundo. E se somando a tudo isso, temos um Seth Rogen (que interpreta o protagonista do filme Britt Reid, e seu alter ego, o Besouro Verde) chocantemente magro (bem, na verdade ele já estava assim há algum tempo para fazer outro de seus filmes) prometendo um filme de ação! Pô, Seth Rogen, ação? C’mon!
            Mas não é que deu certo?

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Amar. Crescer. E tudo o mais que há de Bom e Mal nisso.


Não faz muito tempo, você já deve ter se perguntado: "Será que foi a escolha certa?". "Será que eu errei quando amei?". "Será que eu errei por ter deixado de amar?".
"Será que eu estraguei tudo?"
Sim. E Não.
Cada pessoa deste mundo vai ter escolhas. Não se deixem enganar por filmes idealistas e livros de romançe, não vão ser uma, duas ou três que vão determinar todo o rumo de um destino, mas certamente existirão aquelas que mais colocarão dúvidas em nossas pequenas e potencialmente insanas mentes.
E certamente, como tudo que fazemos nesta vida, vamos arruinar a maior parte delas.
Isso, sem duvida inclui nossos relacionamentos.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O poder dos menores problemas e das pequenas soluções.

Problemas.

Invariavelmente existirão momentos na sua vida onde as coisas darão erradas. Na realidade, a grande maioria dos momentos de nossas vidas são de pequenas coisas dando erradas e nós nos virando para suplantar estes desafios. Todo o dia uma série de erros, problemas, barreiras e desafios são superados por nossos esforços do dia a dia, por nossa força de vontade. Na realidade, por ser tão comum, são poucos os que podem ver em si mesmo toda essa força de vontade. Normalmente quando você está de fora é que consegue ver melhor. Nós simplesmente nos acostumamos com nossos problemas do dia-a-dia.

Mas e quando isso cansa?

É um erro pensar que existe obrigatoriedade em resistir para sempre os pequenos problemas. Pensar que, se podemos resistir "àquela bronca gigante" não podemos ceder a pequenas alfinetadas. Não acredite  nisso, por que é mentira.

Problemas grandes tendem a vir, mesmo quando inesperados, com alguma forma de aviso para que você se prepare para enfrentá-lo, ou mesmo apenas para aguardar o pior. Sabe, é aquela história, seria impossível ninguém ver uma rocha gigante vindo se chocar contra a Terra. Só não sabemos se poderemos fazer alguma coisa quanto a isso. Da mesma forma nossos problemas grandes. No entanto, eles ocorrem poucas vezes.

Os problemas pequenos não.

Toda a hora. Sem aviso. Sem preparo. Se vira nos trinta. Somos bombardeados com problemas pequenos a cada segundo de nossa vida, cada esquina existe uma pequena escolha que temos que fazer, as vezes nos prejudicando por isso. Temos que decidir entre nosso bem estar, ou o futuro. Entre os sentimentos ou a realidade. Entre o querer e o poder.

E tudo isso pode derrubar um gigante.

Portanto, não negue seus pequenos Problemas. Aceite-os. Enfrente-os. Mas principalmente, peça ajuda para resolvê-los. Não é sinal de fraqueza mostrar humanidade. Portanto não pense isso de ninguém, e não pense que vão pensar isso de você.

Pois mesmo o maior dos homens pode ser derrubado com uma boa pedrada no olho.

Pergunta pro Golias, que ele pode confirmar!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Repostagens: Um Conto De Um Momento Poético

" Em uma noite de chuva, iluminada o suficiente para ninguém ser assaltado, lá estavam os dois, cada um em baixo de uma árvore distinta, separados pela chuva e a enorme distância de uma decisão corajosa...
Neste exato momento, ocorria o que podemos colocar como o nascimento de uma poesia, ao ponto que os dois se olhavam com a vontade de realizar tal fato... 


Nada se tinha a ver com tempo de convivência, confiança ou coragem. Era apenas Vontade. Vontade que, em seu início, foi barrada nas formas dos corpos dos dois, provocando uma súbita paralisia de movimentos...
Vontade que, em seu progresso, parou novamente, agora nos lábios de ambos, deixando-os mudos, mesmo que com vontade de gritar certas coisas que não cabem a nós discutir ou repassar... 


Vontade que, por fim, ao alcançar os olhos, as janelas mais inconfiáveis de um corpo humano, começou a transbordar nos dois pares que não conseguiam se desgrudar. E tais olhares nunca precisam de complementações, acima de tudo quando se existe a chuva para deixar nossos corpos mais quentes, e um bem vindo sentimento de que se está sozinho com quem se quer... 


Ela, contrariando qualquer espectativa de um observador ocasional, se deslocou primeiro, não até a segunda árvore, mas sim até a metade do caminho, encurtando a distância enorme que é tomar uma atitude...
Ele, por sua vez, venceu seu medo de si mesmo, e seguiu para o mesmo ponto, deixando-os frente a frente, com apenas a chuva e a luz suficiente dos postes sobre eles...


E então, meus amigos, Eles fizeram poesia..."



Saudades de certas coisas que eu escrevia =)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O Ultimo Mar: 1º Capítulo - O Primeiro Capítulo (3º parte de 3)

A terceira e última parte do primeiro capítulo.

Espero que gostem.

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III


- Ande verme, pois os tubarões tem fome! – Berrou um marujo do Serpente Marinha, empurrando com um sabre Josh para o fim da prancha, e estranhando o dia cada vez mais confuso. Havia sangue nos olhos daqueles homens, e Josh só aplacaria uma parte. O restante seria por conta da tripulação do Melindroso, fosse quem fosse. Homem, mulher, adulto ou criança. E Izabel, a governanta que se afeiçoara a menina de olhos de mel a ponto de se rebelar aos seus patrões, temia por este momento.
Josh, vendo seu fim se aproximar cada vez mais, resolveu que não seria interessante para seus planos morrer ali, e se virou, assustando a todos e mais uma vez chocando a todas as tripulações, seja do Melindroso ou Serpente Marinha. Limpou a garganta (ah-hem) e começou a fazer jus a seu apelido em Cautle.
- Pois bem cavalheiros, com licença, posso saber por favor, por que estou sendo jogado da prancha?
Alguns piratas se entreolharam, antes de um deles se atrever a responder – Por que irritou nosso capitão, idiota!
- Mas, EU, irritei o senhor, excelentíssimo capitão, de alguma forma?
Caveira Vermelha, notando que subitamente as atenções se voltaram a ele, se limitou a responder – Você foi impertinente rapaz! Impertinente, estúpido, tolo, descuidado e desinformado – Seus marujos riram e concordaram – Nem ao menos se dignou a reconhecer quem sou!
E então, a língua de Josh começou a cantar sua ladainha.
- Mas capitão, caro capitão! – Disse descendo da prancha como se este ato não fosse absurdo e foi para o lado do capitão, conversando como se fossem velhos amigos – Se não soube quem era o senhor, foi apenas por que eu fui mantido na ignorância! Estes senhores me mantinham preso e escravo, senhor, apenas para vender meu corpo sem alma, para fazer experimentos diabólicos comigo!
- Que! Mas isto é um absurdo! Eu nunca nem vi este senhor em... – Começou lorde Cecee, sendo mais uma vez interrompido.
- CALADO! – Exclamou Caveira Vermelha, agarrando o nobre pela gola da sua camisa de linho, já não suportando ouvir a voz do patife – Você não tem voz aqui seu miserável! E se tornar a falar, eu mesmo arrancarei sua língua fora aqui mesmo!
- E como você vê – Continuou Kallahow, empolgado - Eles me mantinham preso em um barril, simplesmente por que eu não aceitava a forma que eles tratavam a mim e minha pobre irmãzinha – disse isso andando até o lado da menina mais próxima e amável que tinha visto, a de olhos de mel – aqui!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O Ultimo Mar: 1º Capítulo - O Primeiro Capítulo (2º parte de 3)

Bem, aqui vai a segunda parte. Espero que gostem =)


II


Bento da Caveira Vermelha entrou no Melindroso quando o barco já estava tomado. Não que se negasse a combate quando invadiam algum navio, mas simplesmente não havia tido tempo para tal. Entre a ameaça do Serpente Marinha, a invasão do barco e a tomada do navio, não haviam passado nem cinco minutos. Este detalhe não foi deixado de lado pelo capitão, que deixava claro seu desprezo em seu rosto macilento.
Um marujo mais corajoso (ou menos são) aproveitou a solenidade da entrada para se jogar contra ele com sua espada em punho. O capitão não se deu ao trabalho de tirar sua espada para se defender. Simplesmente saiu da frente, deixando com que passasse como um touro confuso, e se utilizando do ímpeto da investida do homem agarrou sua mão com a espada, o fez girar sobre si mesmo e cair de costas no chão, e cravou a espada que seu atacante segurava em sua garganta. Mais dois marujos, ensandecidos pela certeza de uma morte indigna, se lançaram em ataques desesperados contra o capitão, e nenhum pirata interferiu, estranhamente. Bento se esquivou do ataque do primeiro, e quando o segundo baixava sua lâmina contra ele, simplesmente agarrou o braço do primeiro homem e o usou para bloquear o ataque da lâmina. Um dos homens caiu no chão com sangue jorrando do toco onde antes havia um braço. Seu companheiro, horrorizado pelo que havia feito, não fez nem menção a se defender quando Bento, usando o antebraço decepado como cabo para a espada que este segurava, cortou-lhe o pescoço. Aparentemente a onda de insanidade terminou depois desta temerosa demonstração de habilidade e sangue frio. Bento largou calmamente o antebraço do marujo anônimo que morria com a perda de sangue aos seus pés, e andou calmamente para o centro do convés. Por fim, falou, como se nada disso houvesse ocorrido.
- Então, eis um novo butim. Hm. Onde está o capitão deste navio? – Perguntou, da forma mais polida que um pirata assassino famoso e perigoso poderia perguntar a um marujo que lhe pareceu de patente mais alta, pois pelo menos não vibrava de tanto tremer na sua frente.
- Ah, ah, ali, vossa excelência. – O marujo nem notou, mas usava tratamento superior para com o pirata.
O capitão do navio, num ato de superior covardia para um homem do mar, estava escondido embaixo de uma mesa grossa de madeira que antes servia de passarela para aqueles que estavam no navio e não eram piratas, nem marujos, nem serviçais nem nobres. Junto com ele, outros seis homens que não honravam suas calças tremiam e se urinavam com os olhos fechados, enquanto pediam clemência a piratas imaginários.
- Pois bem senhores. O que temos aqui han? Capitão, faria a gentileza de me informar que tipo de navio é este? – Perguntou Bento, quase sussurrando, esperando ouvir uma resposta que sabia não poder agradá-lo.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O Último Mar - 1° Capítulo: O Primeiro Capítulo (1º parte de 3)

 Um dia eu tive uma idéia bem idiota. Quis me tornar rico. Da noite pro dia. Sem esforço.
 Obviamente não deu certo. Dá certo para alguns. Mas não comigo.
 Então pensei em fazer o inverso. trabalhar p/ c***** no trabalho mais difícil que eu puder encontrar. Que eu gostasse de fazer. E o que era isso?
 Escrever.
 E num desses dias, houve uma conversa mais ou menos assim:
 Eu: "Mas eu nunca li uma história legal atual sobre piratas hein?"
 Amiga: "É. Nem eu. Que coisa!"
 Eu: "Ok! Então eu vou escrever uma!"
 E este é o começo do resultado. Espero que gostem.


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Corredeiras frias como geleiras, ondas quentes como dunas,
lagos loucos, marés de sais.
Homens fracos, mulheres fortes,
Mortes doces, vidas duras,
Caveiras limpas, tal quão ocas
Sorrisos vis de cobras abissais
Esqueçam todos os mapas, e as estrelas que os guiam,
Perca a esperança, pois és pecador.
Te agarre a sombra do rei dos mares,
Que ele te levará ao ultimo dos cais.
E lá, além de morte e desespero você verá

Ou talvez não...

O Ultimo Mar...

E tudo que o mundo deixou e há de cair lá!

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                   O PRIMEIRO CAPÍTULO



Sherlock Holmes (2009) - DVD & Blu-Ray








Você hoje pode ter se rendido a este filme, suas qualidades e características. Mas seja franco! Tanto quanto eu ou qualquer outro fã, você ficou com o c* na mão quando este foi lançado!




Este Sherlock Holmes, com Robert Downey Jr no papel principal apresentando um carisma enorme já começou colocando nervosisto no coração de fãs do mundo inteiro a partir do momento que publicaram quem seria seu diretor: Guy Ritchie. Sim, o cara que fez Snatch, Porcos e Diamantes.








Obviamente até os fãs menos xiitas (e eu me incluo nesses) temeram imediatamente que nosso querido "Cara" (nyah nyah nyah) transformasse nosso querido personagem em um detetive metido a James Bond cheio de "fucks" e "Damns" na boca. E com razão!
"To te dizendo Watson, foi a governanta, na sala de jantar com o castiçal!"



Mas não só Guy Ritchie FEZ o que todos temiam que fizesse, o que poderia desfigurar todo o personagem, como foi ainda mais além. Fez com que nós agradecêssemos a ele por isso!



A primeira pequena grande sacada de Guy foi dar uma razão para irmos assistir ao filme de Sherlock Holmes! Seja franco, não ia ser nada legal ficar mais de uma hora na frente de uma tela de cinema enquanto um detetive se droga e descobre o crime sem mais do que algumas horas de pensamento. Guy conseguiu imprimir na película a realidade necessária para que não apenas víssemos a ação do filme como possível, mas como necessária, pois numa Londres decadente do final do século 19 um homem precisa saber bater mais rápido que apanha, principalmente um investigador!


"Vejo você vestindo um uniforme vermelho e dourado, voando e bebendo Gin, Holmes!"




Remontando, reinventando e recaptando antigas características que se perderam ao longo do tempo nos próprios livros, Ritchie consegue manter e incluir seu estilo no personagem, sem jamais destruí-lo em prol de criar uma caricatura mais "cool". E aí se mantém seu trunfo.



O segundo ponto, e talvez o mais genial, foi reinventar totalmente o personagem de Watson, antes apenas o clássico "Personagem Orelha", que serve para nos manter situados na história. Não necessitando mais deste trunfo, já que o personagem é tão conhecido e a mídia do cinema pode substituir muito bem este recurso, Guy teve a liberdade de recriar Watson como um personagem muito mais atuante e necessário para a trama, criando uma quimica muito mais poderosa na história. Química, aliás, que estava saindo da tela, quando viamos Holmes (Downey Jr) e Watson (Jude Law, mostrando a que veio) em suas cenas, juntos.



A história envolvente, os personagens carismáticos, as grandes sacadas e o final interessante e surpreendente (ou nem tanto, mas ainda assim vale) transformam o filme numa Obra Prima, e cinema pipocão de primeira! Não perca, não se iluda, esta tudo nos detalhes!


FICHA TÉCNICA

Diretor: Guy Ritchie

Elenco: Robert Downey Jr, Jude Law, Rachel McAdams, Mark Strong, Kelly Reilly, e mais uns trocentos que não lembro.

Roteiro:Anthony Peckham, Guy Ritchie, baseado na obra homônima de Sir Arthus Conan Doyle e Lionel Wingram

Fotografia (que é foda!): Phillippe Rousselot

Duração: 128 min.

Ano: 2009

Aventura.

Destribuido pela Warner Bros.

Todos os direitos estão reservados, então nem venham me encher, ok?

14 anos.