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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Essa ausência ta #foda!

Alou galerinha do maw, venho por esta me desculpar profusamente pela minha ausência FODA essas duas semanas.

Eu podia cobrir vocês de mimimis e yaddas-yaddas sobre por que me atrasei por causa da faculdade e dos intermináveis trabalhos e a empresa que eu estou abrindo e yadda-yadda, mas não-vou! Ao invés disso, vou disponibilizar aqui um materialzinho que eu produzi em outro site, o Leitor Cabuloso.

Primeiro, uma dica de leitura que eu fiz lá, para o livro da Guerra dos Tronos. Ainda vou produzir uma resenha do livro esta semana. Para ver isso, clique AQUI !

Depois, minha primeira contribuição para a semana da toalha no site, um post explicativo sobre o que é o dia e a semana. Para ver este, vá AQUI !!! Ainda rola mais um post meu lá nesta semana especial =)

É isso galera. Desculpem a ausência, e amanhã devo fazer 4 post para compensar, ok? Até pra todo mundo, e FELIZ SEMANA DA TOALHA! =)

domingo, 1 de maio de 2011

[Conto] Sangue No Olho.

           

            O cheiro de enxofre inundava suas narinas. Sentia o gosto do sal na boca. Só não sentia dor. Não tinha tempo pra dor não. Não agora.
            Pois agora Ferreira corria.
“Corre cachorro, corre pra num virar sabão!” se ouvia na mata de espinhos. Mais gritos eram soltos, com apenas xingamentos, e mais uma vez eram ignorados. Ferreira corria, e corria, com apenas uma faca de degolar cabra na mão, vestido de couro da cabeça aos pés, passando pelos espinhos, que mais pareciam adagas prontas para perfurar os olhos do primeiro tolo que andasse sem se prevenir. “Ô Ferreiriiinhaaaa... Vem cá, vem molequinho! Vem e a gente deixa tua patroa viva! Vem que a gente já ta é arretado de te procurar!” Os policiais, não ambientados com aquela área, andavam em passos curtos, se rasgando e furando no meio daquele inferno marrom. Ferreira, no entanto, andava como se fosse feito de fumaça, não tomando conhecimento de nada daquelas dificuldades.
Havia se separado de seu grupo, e os homens que estavam com ele haviam morrido de tiros covardes dos milicos. Bando de macacos, como Ferreira também os chamava. Suas armas tinham caído sabe Deus onde. Só tinha a faca, inseparável. Foi uma perseguição insana e perigosa, mas após entrar naquele matagal denso e seco, Ferreira poderia fugir sem problemas, pois nunca que os policiais iriam conseguir alcançá-lo. Assim, poderia ir procurar Maria, que devia estar com o outro bando. Podia seguir em paz.
Mas Ferreira não acreditava em paz.
E Ferreira não ia embora tão cedo.