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sábado, 17 de setembro de 2011

RESENHA [FILME] – CONAN: O “RECEIO BAYWATCH”, BONECAS TCHECAS CIMÉRIAS DE TOPLESS E UM MONSTRO CHAMADO SAUDOSISMO

"Juro que quase li Born to be Wild"


Conan chegou aos cinemas. E chegou com toda uma expectativa gigante em suas costas. Mas não uma expectativa qualquer! Explico! Dentre todos seus espectadores, existem basicamente dois tipos de fãs que irão ver o filme no cinema. Um é o fã do Arnold Schwarzenegger (sim, este nome foi copiado e colado) e de seu Conan de cuecão de couro e sotaque austríaco. Este fã provavelmente acha que é uma heresia f***@ sujar a imagem de um dos personagens mais famosos de seu ídolo com um salvavidazinho (é, eu adoro criar palavras esdrúxulas) do Baywatch que usa lápis de olho no único bárbaro que interpretou. O outro é o fã do Conan dos quadrinhos, que está naquela se eles vão estragar a obra do Arnold, que afinal de contas fez um trabalho legal no cinema (oras, quem não se empolgou com o Arnold dizendo que seu prazer era “Destruir seus inimigos, vê-los sucumbir diante de si e ouvir o lamento de suas esposas”!!!). No fim, os dois fãs têm uma grande característica em comum, e a expectativa é a mesma:


A característica é que nenhum deles assiste ao filme original de novo.

E a expectativa é: Será que vale a pena ver o novo filme? Será que o garoto do Baywatch vai estragar a imagem icônica do Conan? Será que o filme vai ser uma m%#$@ foda???

Quer a resposta? Quer mesmo? Então aqui vai!!!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Contos: Rainmaker

Este conto foi postado no site O Nerd Escritor e foi escrito por mim num exercício para melhorar as minhas descrições de batalhas. Espero que curtam =)

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RAINMAKER




Do lado de fora, a chuva caia abundante e ruidosa, embora não o suficiente para abafar os barulhos de choro da jovem que abraçava o pai dentro de casa, rodeados por estranhos.
O que a princípio se desenharia como uma cena de tristeza, se observada mais de perto, se provaria uma cena comovente. Era claramente um choro de alegria e alívio, que era de certa forma compartilhada pelo pai, embora este não chorasse.
A menina era de uma beleza simples, mas forte. Seus cabelos negros com mechas coloridas contrastavam com a pele clara, quase amarelada, e os olhos meio repuxados e cinzentos. Os lábios, belos e moderadamente cheios sorriam em seu rosto oval, em oposição as lágrimas que caiam. Estava na flor de seus 15 anos, embora aparentasse ter um pouco mais, e trajava roupas escolares japonesas, daquelas que atiçam a tara dos homens.
Alguma coisa daqueles traços se perdia na face do pai, um homem forte para lá dos quarenta anos, mas muito bem conservado, de rosto quadrado e queixo firme. Os traços militares eram demonstrados principalmente no corte do cabelo e na expressão sisuda na face, de olhos que um observador desatento pensaria estar fechados.
- Calma meu amor, calma, já passou, já passou – era o pai acalentando a menina. Ela conseguia apenas balançar a cabeça e soluçar de volta. O homem voltou-se para o rapaz que estava parado no canto da sala segurando um guarda-chuva fechado e ensopado. Não era tão bonito quanto os heróis das histórias comoventes deveriam ser, mas possuía um charme próprio, com uma expressão serena que parecia dizer “Tudo está bem agora”, e que costumamos acreditar. Seu cabelo era negro, liso até as orelhas, num corte a là James Dean, que complementava seus profundos olhos azuis escuros, como só o fundo de um lago poderia ser. Seu rosto mantinha um sorriso calmo e acolhedor que conquistava por si só. – Muito, muito obrigado. Eu nunca esquecerei!
- Ah, deixe disso – respondeu o rapaz, numa foz tão tranqüilizadora quanto o sorriso. – Eu apenas vi a menina precisando de ajuda, nada demais! – disse num japonês arrastado que faria um lingüista do idioma sofrer um infarto, já que ignorava tantas regras de etiqueta quanto fosse possível. A família não se importava.
- Obrigado, senhor – disse a menina se recompondo e se inclinando, antes de lhe dar um abraço apertado. – O senhor me salvou daquelas pessoas estranhas. Eu seria seqüestrada se não fosse por você! – disse entre lágrimas e sorrisos. Antes que o rapaz, encabulado, pudesse responder, o pai da moça usou a deixa.
- Miyuki, você deve estar cansada. Vá com os seguranças. Descanse em casa. Amanhã falaremos.
- Sim pai – disse a menina sorrindo. Deu um beijo na bochecha do pai, o que certamente seria um comportamento inapropriado na frente de um estranho em qualquer outro momento, mas ele apenas a abraçou, e a observou enquanto abraçava novamente o rapaz que salvara sua vida e saia com os seguranças que lotavam a sala.
Assim que a jovem saiu, o japonês quarentão se levantou com sua bengala à mão, embora não aparentasse ser o tipo que precisava de bengalas. Restavam apenas ele e o rapaz na sala.
- Agradeço novamente, senhor… – fez a pausa para as apresentações
- Rain, senhor. – Respondeu o rapaz acompanhando o senhor enquanto começaram a caminhar em direção a outro ponto da casa.