O homem se sentou em seu leito de sono, pés descalços e nú, embora roupa lhe cobrisse o corpo. Sabia que quando finalmente dormisse, não importava que pijama vestisse, que lençol o cobrisse ou que teto o guardasse, dentro de sí estaria nú. Era um pensamento filosófico, profundo e irrelevante comum aqueles que estavam prestes a dormir, mas afinal, somos todos humanos e não recusamos tais pensamentos.
Sentado, o homem pensou em suA madrugada, e nas lembranças que por bem da verdade não existiam. Era a única hora do Seu Dia em que não haviam arrependimentos. Não havia do que lembrar para se arrepender. Só havia o sentimento de perda, mas nem sabia do que. Não lembrava, mas sabia que havia tido carinho materno. Não poderia saber, mas entendia que devia ter tido orgulho paterno. Não compreendia como, mas aceitava que fora em sua manhã que tinha tido sua bebida mais deliciosa e gratificante; Ironicamente, leite.

