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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Aquelas Tristes loucuras que nós sempre esquecemos.


Falando sério agora.
Que loucura é essa?
No meio de discussões e mais discussões sobre o papel da sociedade na educação do outro, bullying, assassinatos bizarros e incompreensíveis e demais loucuras que cada vez mais se evidenciam na sociedade, acabamos de ser chocados novamente com novos casos de abandono de recém-nascidos a própria sorte. No começo da semana já houve um caso, e hoje (27/04/2011) outro foi evidenciado:

Veja:


Bebê é abandonado em lixo de hospital em Jundiaí-SP

São Paulo - Um recém-nascido foi encontrado ontem no lixo de um banheiro do Hospital Paulo Sacramento, em Jundiaí, no interior de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, a suspeita de ter cometido o crime é uma mulher de 20 anos que chegou ao hospital com dores abdominais e que, durante o atendimento, pediu para ir ao banheiro. Em seguida, ela deixou a unidade.
Menos de uma hora depois, uma faxineira do hospital encontrou o bebê no lixo do banheiro. Ela localizou a criança após ver pingos de sangue no chão(...)A suspeita foi localizada pela polícia depois que a unidade forneceu a lista de atendimentos feitos no local. A mulher, que foi encontrada em casa, estava passando mal e foi encaminhada para a unidade hospitalar(...)Uma equipe policial aguarda a alta médica para ouvir a jovem. A mulher passará também por exame de corpo de delito. O caso foi registrado na Delegacia de Investigações Gerais (DIG). A mulher pode ser indiciada por abandono de incapaz.

É perturbador ver algo do gênero acontecer.
Perturbador pelo simples fato do abandono. E mais ainda por ser da maneira que foi. Numa lata de lixo.
Sem entrar nos méritos éticos/filosóficos/religiosos da questão, eu gostaria de levantar justamente a discussão do raciocínio: É estupidez fazer algo assim. Não estou tentando ver por nenhum ângulo social, pois não existe este ângulo que possa defender esta atitude. Cometer este ato, que além de crime, é por si só hediondo, não segue nenhuma lógica além de uma atitude infantil e covarde de pessoas que sentem que assumir o abandono numa instituição capaz vá vincular um peso para si pelo resto da vida.
Explico: Numa reportagem, anos atrás com uma mulher que agiu de maneira semelhante, foi perguntado  à ela por que diabos ela decidiu colocar o seu filho recém-nascido num lixo no meio da rua, se ela poderia, muito bem, ter entregue a criança para adoção, um processo hoje válido por lei. A mulher, depois de uma ladainha sem fim sobre ter perdido a cabeça, não poder criar o filho, etc, admitiu que tinha medo que obrigassem ela à cuidar da criança!
E não se enganem. Este pensamento existe. Este medo idiota faz mulheres despreparadas (pois nem sempre se trata de não ter capacidade financeira para criar o filho) para a gravidez cometerem loucuras deste gênero!
Putz! Qual é? Que direito é esse? Como podemos pensar em pensamento social, criação, segurança de vida, qualidade da mesma, quando em nossa sociedade vemos uma bizarrice gritante como esta? Como podemos pensar em planejamento familiar quando mais da metade das mulheres que praticam aborto ilegal no país fazem por motivo de gravidez indesejada? Que direito podemos dar a uma pessoa que pode evitar tantos problemas usando um anticoncepcional, preservativos, métodos anticonceptivos seguros e tudo o mais? Eu não nego que a questão da gravidez no estupro deva ser bem melhor debatida, mas é um fato: a grande maioria das mulheres que fazem abortos o fazem por terem ficado grávidas dando "umazinha".
E chegamos ao ponto do abandono. Por que isso? Isso é horrível! Hediondo! Poxa, não que eu seja a favor do abandono em si, mas, me abstendo de debater isso agora, se existe isso de não poder cuidar da criança, por que não a adoção? Me parece BEM melhor que largar um recém-nascido num lixo de hospital!
Não podemos é esquecer. Esquecer que o Brasil ainda precisa crescer. Que nossa população ainda precisa de mais educação e respeito.
Não podemos esquecer destas crianças.
E que fique bem claro: Abandono de incapaz é crime! Lógico, é uma forçada de barra acreditar que cada leitor deste blog conheça alguém que tenha esta idéia de jirico, mas não custa passar adiante. Antes de se abandonar uma criança, por favor, pense MIL vezes ao fazer isso. E se for impossível para a pessoa continuar com seu filho (não estou discutindo méritos de certo ou errado, ou porquês), por favor, procure um conselho tutelar, um orgão responsável, entregue para um órgão que POSSA cuidar da criança. É até preocupante observar este fato, mas hoje é bem mais possível e fácil "ceder um filho para doação". Não é crime, e a pessoa não sofrerá qualquer tipo de sanção (prisão) por isso, e será evitada uma tragédia.

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