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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Besouro Verde – Green Hornet (2011) - Como atirar com uma arma de dois canos?

Bem, eu sei, é um pôster espanhol. Mas, como não colocar o único com a Cameron Diaz na frente?
          
             Besouro Verde (no original, Green Hornet) é um filme que já nasceu num mar de incertezas. O filme, que já havia sido previsto para 2010, foi adiado várias vezes por problemas com a produção (já chegamos lá), transformação para 3D, boatos e descrença do público. Isso além do próprio herói não fazer parte do mainstream de super-heróis americanos, (o herói é bem antigo, fez sucesso em TV e RÁDIO! Putz, quantos super-heróis tiveram novelas radiofônicas? Bem, na verdade, muitos...) tornava insegura a sua estréia pelo redor do mundo. E se somando a tudo isso, temos um Seth Rogen (que interpreta o protagonista do filme Britt Reid, e seu alter ego, o Besouro Verde) chocantemente magro (bem, na verdade ele já estava assim há algum tempo para fazer outro de seus filmes) prometendo um filme de ação! Pô, Seth Rogen, ação? C’mon!
            Mas não é que deu certo?

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Amar. Crescer. E tudo o mais que há de Bom e Mal nisso.


Não faz muito tempo, você já deve ter se perguntado: "Será que foi a escolha certa?". "Será que eu errei quando amei?". "Será que eu errei por ter deixado de amar?".
"Será que eu estraguei tudo?"
Sim. E Não.
Cada pessoa deste mundo vai ter escolhas. Não se deixem enganar por filmes idealistas e livros de romançe, não vão ser uma, duas ou três que vão determinar todo o rumo de um destino, mas certamente existirão aquelas que mais colocarão dúvidas em nossas pequenas e potencialmente insanas mentes.
E certamente, como tudo que fazemos nesta vida, vamos arruinar a maior parte delas.
Isso, sem duvida inclui nossos relacionamentos.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O poder dos menores problemas e das pequenas soluções.

Problemas.

Invariavelmente existirão momentos na sua vida onde as coisas darão erradas. Na realidade, a grande maioria dos momentos de nossas vidas são de pequenas coisas dando erradas e nós nos virando para suplantar estes desafios. Todo o dia uma série de erros, problemas, barreiras e desafios são superados por nossos esforços do dia a dia, por nossa força de vontade. Na realidade, por ser tão comum, são poucos os que podem ver em si mesmo toda essa força de vontade. Normalmente quando você está de fora é que consegue ver melhor. Nós simplesmente nos acostumamos com nossos problemas do dia-a-dia.

Mas e quando isso cansa?

É um erro pensar que existe obrigatoriedade em resistir para sempre os pequenos problemas. Pensar que, se podemos resistir "àquela bronca gigante" não podemos ceder a pequenas alfinetadas. Não acredite  nisso, por que é mentira.

Problemas grandes tendem a vir, mesmo quando inesperados, com alguma forma de aviso para que você se prepare para enfrentá-lo, ou mesmo apenas para aguardar o pior. Sabe, é aquela história, seria impossível ninguém ver uma rocha gigante vindo se chocar contra a Terra. Só não sabemos se poderemos fazer alguma coisa quanto a isso. Da mesma forma nossos problemas grandes. No entanto, eles ocorrem poucas vezes.

Os problemas pequenos não.

Toda a hora. Sem aviso. Sem preparo. Se vira nos trinta. Somos bombardeados com problemas pequenos a cada segundo de nossa vida, cada esquina existe uma pequena escolha que temos que fazer, as vezes nos prejudicando por isso. Temos que decidir entre nosso bem estar, ou o futuro. Entre os sentimentos ou a realidade. Entre o querer e o poder.

E tudo isso pode derrubar um gigante.

Portanto, não negue seus pequenos Problemas. Aceite-os. Enfrente-os. Mas principalmente, peça ajuda para resolvê-los. Não é sinal de fraqueza mostrar humanidade. Portanto não pense isso de ninguém, e não pense que vão pensar isso de você.

Pois mesmo o maior dos homens pode ser derrubado com uma boa pedrada no olho.

Pergunta pro Golias, que ele pode confirmar!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Repostagens: Um Conto De Um Momento Poético

" Em uma noite de chuva, iluminada o suficiente para ninguém ser assaltado, lá estavam os dois, cada um em baixo de uma árvore distinta, separados pela chuva e a enorme distância de uma decisão corajosa...
Neste exato momento, ocorria o que podemos colocar como o nascimento de uma poesia, ao ponto que os dois se olhavam com a vontade de realizar tal fato... 


Nada se tinha a ver com tempo de convivência, confiança ou coragem. Era apenas Vontade. Vontade que, em seu início, foi barrada nas formas dos corpos dos dois, provocando uma súbita paralisia de movimentos...
Vontade que, em seu progresso, parou novamente, agora nos lábios de ambos, deixando-os mudos, mesmo que com vontade de gritar certas coisas que não cabem a nós discutir ou repassar... 


Vontade que, por fim, ao alcançar os olhos, as janelas mais inconfiáveis de um corpo humano, começou a transbordar nos dois pares que não conseguiam se desgrudar. E tais olhares nunca precisam de complementações, acima de tudo quando se existe a chuva para deixar nossos corpos mais quentes, e um bem vindo sentimento de que se está sozinho com quem se quer... 


Ela, contrariando qualquer espectativa de um observador ocasional, se deslocou primeiro, não até a segunda árvore, mas sim até a metade do caminho, encurtando a distância enorme que é tomar uma atitude...
Ele, por sua vez, venceu seu medo de si mesmo, e seguiu para o mesmo ponto, deixando-os frente a frente, com apenas a chuva e a luz suficiente dos postes sobre eles...


E então, meus amigos, Eles fizeram poesia..."



Saudades de certas coisas que eu escrevia =)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O Ultimo Mar: 1º Capítulo - O Primeiro Capítulo (3º parte de 3)

A terceira e última parte do primeiro capítulo.

Espero que gostem.

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III


- Ande verme, pois os tubarões tem fome! – Berrou um marujo do Serpente Marinha, empurrando com um sabre Josh para o fim da prancha, e estranhando o dia cada vez mais confuso. Havia sangue nos olhos daqueles homens, e Josh só aplacaria uma parte. O restante seria por conta da tripulação do Melindroso, fosse quem fosse. Homem, mulher, adulto ou criança. E Izabel, a governanta que se afeiçoara a menina de olhos de mel a ponto de se rebelar aos seus patrões, temia por este momento.
Josh, vendo seu fim se aproximar cada vez mais, resolveu que não seria interessante para seus planos morrer ali, e se virou, assustando a todos e mais uma vez chocando a todas as tripulações, seja do Melindroso ou Serpente Marinha. Limpou a garganta (ah-hem) e começou a fazer jus a seu apelido em Cautle.
- Pois bem cavalheiros, com licença, posso saber por favor, por que estou sendo jogado da prancha?
Alguns piratas se entreolharam, antes de um deles se atrever a responder – Por que irritou nosso capitão, idiota!
- Mas, EU, irritei o senhor, excelentíssimo capitão, de alguma forma?
Caveira Vermelha, notando que subitamente as atenções se voltaram a ele, se limitou a responder – Você foi impertinente rapaz! Impertinente, estúpido, tolo, descuidado e desinformado – Seus marujos riram e concordaram – Nem ao menos se dignou a reconhecer quem sou!
E então, a língua de Josh começou a cantar sua ladainha.
- Mas capitão, caro capitão! – Disse descendo da prancha como se este ato não fosse absurdo e foi para o lado do capitão, conversando como se fossem velhos amigos – Se não soube quem era o senhor, foi apenas por que eu fui mantido na ignorância! Estes senhores me mantinham preso e escravo, senhor, apenas para vender meu corpo sem alma, para fazer experimentos diabólicos comigo!
- Que! Mas isto é um absurdo! Eu nunca nem vi este senhor em... – Começou lorde Cecee, sendo mais uma vez interrompido.
- CALADO! – Exclamou Caveira Vermelha, agarrando o nobre pela gola da sua camisa de linho, já não suportando ouvir a voz do patife – Você não tem voz aqui seu miserável! E se tornar a falar, eu mesmo arrancarei sua língua fora aqui mesmo!
- E como você vê – Continuou Kallahow, empolgado - Eles me mantinham preso em um barril, simplesmente por que eu não aceitava a forma que eles tratavam a mim e minha pobre irmãzinha – disse isso andando até o lado da menina mais próxima e amável que tinha visto, a de olhos de mel – aqui!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O Ultimo Mar: 1º Capítulo - O Primeiro Capítulo (2º parte de 3)

Bem, aqui vai a segunda parte. Espero que gostem =)


II


Bento da Caveira Vermelha entrou no Melindroso quando o barco já estava tomado. Não que se negasse a combate quando invadiam algum navio, mas simplesmente não havia tido tempo para tal. Entre a ameaça do Serpente Marinha, a invasão do barco e a tomada do navio, não haviam passado nem cinco minutos. Este detalhe não foi deixado de lado pelo capitão, que deixava claro seu desprezo em seu rosto macilento.
Um marujo mais corajoso (ou menos são) aproveitou a solenidade da entrada para se jogar contra ele com sua espada em punho. O capitão não se deu ao trabalho de tirar sua espada para se defender. Simplesmente saiu da frente, deixando com que passasse como um touro confuso, e se utilizando do ímpeto da investida do homem agarrou sua mão com a espada, o fez girar sobre si mesmo e cair de costas no chão, e cravou a espada que seu atacante segurava em sua garganta. Mais dois marujos, ensandecidos pela certeza de uma morte indigna, se lançaram em ataques desesperados contra o capitão, e nenhum pirata interferiu, estranhamente. Bento se esquivou do ataque do primeiro, e quando o segundo baixava sua lâmina contra ele, simplesmente agarrou o braço do primeiro homem e o usou para bloquear o ataque da lâmina. Um dos homens caiu no chão com sangue jorrando do toco onde antes havia um braço. Seu companheiro, horrorizado pelo que havia feito, não fez nem menção a se defender quando Bento, usando o antebraço decepado como cabo para a espada que este segurava, cortou-lhe o pescoço. Aparentemente a onda de insanidade terminou depois desta temerosa demonstração de habilidade e sangue frio. Bento largou calmamente o antebraço do marujo anônimo que morria com a perda de sangue aos seus pés, e andou calmamente para o centro do convés. Por fim, falou, como se nada disso houvesse ocorrido.
- Então, eis um novo butim. Hm. Onde está o capitão deste navio? – Perguntou, da forma mais polida que um pirata assassino famoso e perigoso poderia perguntar a um marujo que lhe pareceu de patente mais alta, pois pelo menos não vibrava de tanto tremer na sua frente.
- Ah, ah, ali, vossa excelência. – O marujo nem notou, mas usava tratamento superior para com o pirata.
O capitão do navio, num ato de superior covardia para um homem do mar, estava escondido embaixo de uma mesa grossa de madeira que antes servia de passarela para aqueles que estavam no navio e não eram piratas, nem marujos, nem serviçais nem nobres. Junto com ele, outros seis homens que não honravam suas calças tremiam e se urinavam com os olhos fechados, enquanto pediam clemência a piratas imaginários.
- Pois bem senhores. O que temos aqui han? Capitão, faria a gentileza de me informar que tipo de navio é este? – Perguntou Bento, quase sussurrando, esperando ouvir uma resposta que sabia não poder agradá-lo.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O Último Mar - 1° Capítulo: O Primeiro Capítulo (1º parte de 3)

 Um dia eu tive uma idéia bem idiota. Quis me tornar rico. Da noite pro dia. Sem esforço.
 Obviamente não deu certo. Dá certo para alguns. Mas não comigo.
 Então pensei em fazer o inverso. trabalhar p/ c***** no trabalho mais difícil que eu puder encontrar. Que eu gostasse de fazer. E o que era isso?
 Escrever.
 E num desses dias, houve uma conversa mais ou menos assim:
 Eu: "Mas eu nunca li uma história legal atual sobre piratas hein?"
 Amiga: "É. Nem eu. Que coisa!"
 Eu: "Ok! Então eu vou escrever uma!"
 E este é o começo do resultado. Espero que gostem.


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Corredeiras frias como geleiras, ondas quentes como dunas,
lagos loucos, marés de sais.
Homens fracos, mulheres fortes,
Mortes doces, vidas duras,
Caveiras limpas, tal quão ocas
Sorrisos vis de cobras abissais
Esqueçam todos os mapas, e as estrelas que os guiam,
Perca a esperança, pois és pecador.
Te agarre a sombra do rei dos mares,
Que ele te levará ao ultimo dos cais.
E lá, além de morte e desespero você verá

Ou talvez não...

O Ultimo Mar...

E tudo que o mundo deixou e há de cair lá!

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                   O PRIMEIRO CAPÍTULO



Sherlock Holmes (2009) - DVD & Blu-Ray








Você hoje pode ter se rendido a este filme, suas qualidades e características. Mas seja franco! Tanto quanto eu ou qualquer outro fã, você ficou com o c* na mão quando este foi lançado!




Este Sherlock Holmes, com Robert Downey Jr no papel principal apresentando um carisma enorme já começou colocando nervosisto no coração de fãs do mundo inteiro a partir do momento que publicaram quem seria seu diretor: Guy Ritchie. Sim, o cara que fez Snatch, Porcos e Diamantes.








Obviamente até os fãs menos xiitas (e eu me incluo nesses) temeram imediatamente que nosso querido "Cara" (nyah nyah nyah) transformasse nosso querido personagem em um detetive metido a James Bond cheio de "fucks" e "Damns" na boca. E com razão!
"To te dizendo Watson, foi a governanta, na sala de jantar com o castiçal!"



Mas não só Guy Ritchie FEZ o que todos temiam que fizesse, o que poderia desfigurar todo o personagem, como foi ainda mais além. Fez com que nós agradecêssemos a ele por isso!



A primeira pequena grande sacada de Guy foi dar uma razão para irmos assistir ao filme de Sherlock Holmes! Seja franco, não ia ser nada legal ficar mais de uma hora na frente de uma tela de cinema enquanto um detetive se droga e descobre o crime sem mais do que algumas horas de pensamento. Guy conseguiu imprimir na película a realidade necessária para que não apenas víssemos a ação do filme como possível, mas como necessária, pois numa Londres decadente do final do século 19 um homem precisa saber bater mais rápido que apanha, principalmente um investigador!


"Vejo você vestindo um uniforme vermelho e dourado, voando e bebendo Gin, Holmes!"




Remontando, reinventando e recaptando antigas características que se perderam ao longo do tempo nos próprios livros, Ritchie consegue manter e incluir seu estilo no personagem, sem jamais destruí-lo em prol de criar uma caricatura mais "cool". E aí se mantém seu trunfo.



O segundo ponto, e talvez o mais genial, foi reinventar totalmente o personagem de Watson, antes apenas o clássico "Personagem Orelha", que serve para nos manter situados na história. Não necessitando mais deste trunfo, já que o personagem é tão conhecido e a mídia do cinema pode substituir muito bem este recurso, Guy teve a liberdade de recriar Watson como um personagem muito mais atuante e necessário para a trama, criando uma quimica muito mais poderosa na história. Química, aliás, que estava saindo da tela, quando viamos Holmes (Downey Jr) e Watson (Jude Law, mostrando a que veio) em suas cenas, juntos.



A história envolvente, os personagens carismáticos, as grandes sacadas e o final interessante e surpreendente (ou nem tanto, mas ainda assim vale) transformam o filme numa Obra Prima, e cinema pipocão de primeira! Não perca, não se iluda, esta tudo nos detalhes!


FICHA TÉCNICA

Diretor: Guy Ritchie

Elenco: Robert Downey Jr, Jude Law, Rachel McAdams, Mark Strong, Kelly Reilly, e mais uns trocentos que não lembro.

Roteiro:Anthony Peckham, Guy Ritchie, baseado na obra homônima de Sir Arthus Conan Doyle e Lionel Wingram

Fotografia (que é foda!): Phillippe Rousselot

Duração: 128 min.

Ano: 2009

Aventura.

Destribuido pela Warner Bros.

Todos os direitos estão reservados, então nem venham me encher, ok?

14 anos.