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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

50 Tons de Cinza, Salas lotadas e Expectativa.


            Por um acaso do destino, este quem vos escreve teve a oportunidade de assistir a pré-estreia de um que deve ser o mais comentado dos filmes do ano. Sim, eu Paulo Teixeira, de 00:01 no dia 12/02/15 nas salas de cinema para ver a adaptação cinematográfica do famigerado 50 Tons de Cinza. Filas enormes para salas de lugar marcado, filas enormes para comprar o refri e a pipoca – confesso, dessa eu desisti – e filas enormes barra o banheiro de 2 h da manhã, Pois poucos foram os que conseguiram se levantar de suas poltronas. Eis o lado bom de não tomar tanto refri: Me safei dessa também. E no fim, depois de tanta fila, expectativa e gritos de delírio ao senhor Gray, sobrevivi a aventura. E trouxe as minhas impressões comigo:
            EM PRIMEIRO lugar é necessário deixar bem claro alguns parâmetros aqui: 1) Eu não li o livro. Minhas impressões serão todas baseadas no filme e no que ouvi aqui e ali da história. Então não esperem o tradicional “O livro é melhor” porque eu não faço idéia. 2) Minha expectativa do filme era: Nenhuma. Por diversas razões, não sou o público consumidor da obra, mas do que ouvi da história, nada me cativou. Portanto, leve isso em consideração. 3) A plateia influenciou a experiência de ver o filme. Para melhor ou para pior? Vamos ver.


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Esse é o motivo de eu querer por teu som no último volume.



O jeito dela era da dança.
A pele dela era do samba.
E seu sorriso era um classico.
O seu olhar, tão sensual

Tipo um tango para se admirar.
Ou um raga pra se ver dançar
Em suas costas belas, altas
É tipo a salsa pra querer chegar

A sua graça era de graça
Contagiava que nem un batuque, um Baião.
Que tipo o frevo, quando menos se espera.
Ela ja tira os seus pés do chão.

Sua tristeza é o bolero
a ciranda que faz me aproximar.
A valsa que eu me esmero
E sua mão eu não quero largar

E só me vem a batida break
o hip hop que soa teu coração
A rima com poesia
Que é o teu olhar de paixão

Tua paixão é tipo o jazz, um blues
Som que eu sei ouvir mas não sei dançar.
E os meus passos são as palavras.
Que é o jeito que eu posso mostrar.

Que eu quero dançar toda você.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Dê um passo lá fora.

Um dia você encontra alguém que balança seu coração.
Sua mente vira um cliché. O barulho dos carros soa como uma musica de amor.
Um céu deverão fica tão lindo quanto uma tarde de primavera.
Temos medo desse balançar. De perder o contato com o chão. De acreditar demais. Afinal todo mundo sabe que a queda dói mais quando se está no alto, bem no alto.
Mas privar-se de sonhar é colocar uma corrente cruel em volta de seu pescoço, que se aperta mais com quanto mais barreiras você põe em volta de você. Se sufoca com a segurança. Se morre com o fim dos sonhos.
Arriscar sempre vai ser mais que uma chance de perder. É uma chance de ganhar. De passar do teto que construimos ao comprar a casa própria. É voar para uma praia deserta. É perder a chance de beijar no meio da chuva.
Sempre vai ser dificil se entregar. Mas a gente sabe que no fundo vale a pena. Pois cada lágrima rega o chão que pisamos. Nasce mais do que morre. Vive-se mais do que se perde.
O coração balançar. Permita-se.
Vale a pena.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Sem vergonha de cair.

Ah Blog, a quanto tempo.

Eu sou um cara errado.

Torto. Meus vícios são cruéis, e bem vistos pela sociedade. Tem quem me chame de santo por que não me conhece. Tem quem me considere o diabo pelo mesmo motivo.

No fim, eu sou apenas a epítome da minha vida. Paciência demais, reservas de menos, pouca coragem pra fazer o que quero, mas teimosia pra concluir o que começo.

Hoje é um daqueles dias em que mudam sua vida por simples pequenas ações. Hoje eu me perdoei por não tentar dar 300%, por não tentar abraçar o mundo com os pés. Aceitei a opção de falhar.

Por que falhar acontece. Falhamos mais do que gostaríamos de admitir, mas muito menos do que deveríamos temer. Falhamos ao acordar, ao levantar, ao tomar o café, ao ir no banheiro. Falhamos ao escolher o melhor programa na tevê, ou mesmo ao ligar a tevê. Falhamos quando pegamos ou perdemos o ônibus, falhamos nos minutos a mais ou a menos que chegamos na aula/trabalho. Falhamos na volta, no jantar, no café, no final da novela. Na hora de ir dormir, quando ficamos no Facebook, ou na hora de roncar, que é quando vamos dormir.

Mas, encurtando longas prosas filosóficas que alguém diria ter sido copiado de algum poe da vida, a vida é isso aí mesmo. Falhar. E tentar de novo.

Na grande maioria das vezes lembramos só do falhar. De evitá-lo, de lamentar que chegamos a ele, de culpar alguém por isso.

Mas o fato é que, em algum momento de nossas vidas, inúmeras vezes, vamos cair.
Então, o passo seguinte é levantar.

As vezes é importante se deixar cair. Parar de tentar se segurar no bambear da força de vontade. As vezes a gente precisa do chão duro pra descansar.

No fim, a questão sempre vai ser não do quão forte você bate, mas sim do quanto suportar levantar de novo e de novo.

É isso. Me deixei cair. Estou respiranto.

E vou levantar pra seguir com o Round.


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

[CONTO] O Dia do Homem.



O homem se sentou em seu leito de sono, pés descalços e nú, embora roupa lhe cobrisse o corpo. Sabia que quando finalmente dormisse, não importava que pijama vestisse, que lençol o cobrisse ou que teto o guardasse, dentro de sí estaria nú. Era um pensamento filosófico, profundo e irrelevante comum aqueles que estavam prestes a dormir, mas afinal, somos todos humanos e não recusamos tais pensamentos.

Sentado, o homem pensou em suA madrugada, e nas lembranças que por bem da verdade não existiam. Era a única hora do Seu Dia em que não haviam arrependimentos. Não havia do que lembrar para se arrepender. Só havia o sentimento de perda, mas nem sabia do que. Não lembrava, mas sabia que havia tido carinho materno. Não poderia saber, mas entendia que devia ter tido orgulho paterno. Não compreendia como, mas aceitava que fora em sua manhã que tinha tido sua bebida mais deliciosa e gratificante; Ironicamente, leite.

domingo, 12 de agosto de 2012

O Seu Paulo



O Seu Paulo é um cara chato.
É caxias, implicante, comilão e briguento. Quando a gente discute, é uma nova guerra mundial, e olha que  a gente discute quase sempre, pelo menos uma vez por semana. Temos diferênças de idéias, ideologias, posições e estilos.

As vezes, a gente se odeia.

Mas no resto do tempo, a gente se ama.

Por que foi o Seu Paulo que me ensinou a pensar de forma livre. Foi ele que me mostrou os primeiros acordes no violão. Era ele que convencia a dona expedita, minha excelentissima mãe, que assistir aqueles desenhos japoneses malucos não era uma má ideia.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

[CONTO] O Ovo de Ouro



O ovo DO DRAGÃO.
“Uma morte honrada vale mais que ouro”. Era uma frase popular entre os templários de Urbano II.
O sarraceno cuja cabeça acabava de ser separada de seu corpo por uma lâmina sanguinária provavelmente discordaria.
- IN NOMINE PATRE! – Gritou um homem, enquanto o pandemônio de sangue e poeira se seguia.
Poeira levantava a cada corpo tombado. A batalha, que não durava mais que alguns minutos, custava a vida da maioria dos guerreiros que dela participavam. Sem dúvida, menestréis de todo o mundo dariam os dedos de suas mãos para tê-la presenciado e poder narrá-la com todos os detalhes que lhe cabiam. Foram doze guerreiros santos, entre cavaleiros e soldados cruzados, ao encontro de pelo menos o triplo mais dez de infiéis.
No fim, restavam apenas cinco cruzados, quatro cavaleiros e um soldado, contra uns vinte sarracenos. E mesmo que fossem duzentos ou dois mil não faria diferença.
Pois aqueles guerreiros eram a fúria divina.
- Abaixa Nathaniel! – Berrou Lucas, o jovem soldado, aparando um golpe que se dirigia ao pescoço do amigo. Nathaniel se limitou a sorrir e matar o agressor.
- Não precisa me proteger menino! Mateus ou o Gordo, talvez. A mim, nunca! – Disse, antes de se atirar e matar o próximo inimigo.
Sangue e terra se misturavam no combate. Um rapaz, pouco mais velho que Lucas e tão esguio quanto ele, lutava com duas espadas curtas, uma em cada mão, e parecia acertar brechas invisíveis nas defesas dos inimigos. O outro, um homem gigantesco com um machado digno de si, não precisava de tais brechas. O balanço de sua arma, um bocado cruel de aço, era o bastante para eviscerar qualquer tolo que se opusesse a ele.
E mais que qualquer um deles, um homem de barba na altura do peito e olhos soturnos matava a todos ao seu alcance. Seu olhar soprava o frio da morte, e era a ultima coisa que seus oponentes enxergavam. Pelo menos dez tombaram apenas por sua espada.
Counes, o herói das cruzadas, fazia mais uma vez sua lenda crescer.
E assim, rapidamente a batalha terminou, com mortos, quase mortos e nenhum fugitivo. De pé, só aqueles cinco homens. Reagruparam-se saudando uns aos outros. Todos se conheciam de longa data e batalhas heróicas.
- Por fim, sucesso! – Declarou Mateus, com um sorriso petulante.
“Chama de sucesso perder metade de nossos homens? Tolice.” Retrucou Counes com severidade. Caminhou entre os mortos, rezando por cada companheiro que encontrava. Não disse a maioria dos nomes. Os rostos desfigurados não permitiam reconhecimentos. “Esta luta foi insensata. Que ganhamos com isso?”
“Além de sangue na espada? Um tesouro, claro. Tantos homens escoltando uma arca, sem dúvida deve ser algo valioso. Alguma bobagem pagã com ouro!” Disse Nathaniel chutando um cadáver. Counes se limitou a olhá-lo com repreensão. Havia sentido nas palavras de Nathaniel, mesmo com suas maneiras desonrosas.
- Sangue no meu machado já me satisfaz. Mas aceito o que vier. – Falou o Gordo, se sentando. Lógico, este não era seu nome, mas de tanto ser chamado assim, resolveu adotá-lo.
- E é certo se apropriar disto? Nada de bom virá do que desonra nosso Deus. – Perguntou Lucas com sinceridade. Em resposta, apenas um riso debochado de Mateus, que o acompanhou em direção à arca dizendo “Sua fé e honra são tocantes e inúteis, Lucas. Mas tudo bem. Eu fico com tua parte.”
A arca, ricamente adornada com prata e pedras preciosas, era coberta com seda da melhor qualidade. Os cinco se aproximaram sem medo, pois qualquer que fosse o perigo, ele cairia por suas espadas. Mesmo assim, Lucas ficou um passo mais distante do que os outros.
“Não gosto da sensação que ela me passa” disse.
“Pois ela só me passa a sensação de...” Começou a debochar Nathaniel, mas parou ao ver o que havia dentro da peça.
Um imenso ovo dourado refulgia aos olhos de todos. Mateus não resistiu e o tocou, apenas para se surpreender mais. A superfície se dobrou como apenas ouro puro de dobraria. A peça brilhava como apenas ouro puro brilharia. E nenhuma duvida restou.
Era um imenso ovo de ouro.