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sábado, 9 de abril de 2011

Sucker Punch – Mundo Surreal (2011): Todos os mais loucos sonhos que algum dia você já teve.

            
            Zack Snyder. Você sabe quem é esse cara? Mesmo com sua curta cinegrafia, ele conseguiu ser o diretor de alguns dos filmes que deram um UP na nova revolução do pensamento do cinema atual. Para o bem e para o mal. Pérolas do cinema blockbuster surgiram pelas suas mãos, como 300, Watchmen e Madrugada dos Mortos, um dos mais perfeitos exemplares de Zombie Movies feitos em todos os tempos. Com um cinema de  padrão mais dinâmico, ágil e nervoso, Snyder mostrou a que veio, e conquistou sua legião de fãs. Lógico, sempre tem gente que não vai gostar de seu estilo, e com suas razões. O que quero afirmar aqui é como ele mostrou em pouco tempo o quanto pode ser apostado nele.

          No entanto, a questão é justamente esta: Vale a pena confiar em Zack Snyder? Vale a pena apostar em Sucker Punch? Um filme de roteiro original nas mãos de um diretor que sempre trabalhou com adaptações fossem de quadrinhos ou remakes, e que claramente busca um cinema bem mais estético que o normal?
            Dependendo de quem você for, a resposta pode ser um “sim”, “não” ou ambos! 













Poster MUITO foda do filme =)





               Falando de uma maneira despretensiosa e direta? Sucker Punch é um filme fantástico!
            Poucas vezes no cinema eu não me diverti tanto. E não no sentido de gritar que nem um louco nos momentos de adrenalina e galhofagem do filme (o que admito sem culpa: Aconteceu!). Snyder mostrou novamente toda a sua capacidade e competência na nova película, ao criar uma história sem nenhuma raiz no mundo pop (Sucker Punch não é baseada em nenhuma história em quadrinhos ou nada do gênero) e conseguir contá-la de maneira ágil e cativante, desenvolvendo a estética do filme ao máximo sem apelar para clichês (muito) forçados. E ainda se supera ao conseguir, nesta temática visual em que é abordado o filme, desenvolve-lo de maneira interessante a ponto que você mal consegue perceber as nuances mal desenvolvidas da história.

"Eu acho que estou louca. Sinto como se milhares de lolicons pervertidos estivessem de observando intensamente!"

             Sem dúvida, o grande mérito do filme se esconde em sua fotografia. A construção de cada cena, especialmente as insides de Baby Doll (Emily Browning, com um rosto angelical tão intenso que demorou algum tempo para eu acreditar que a personagem tinha 20 anos), eram tão belas e bem feitas, que o seu resultado em 3D chegava as raias do que foi Avatar, de James Cameron! Cada partícula das cenas do filme encantava, encaixava, criava uma pintura em forma de cinema, daquelas que te hipnotizam, mesmo sem você entender patavinas dela! (Para se ter idéia, a cena de abertura do filme, onde a história e origem da personagem principal são contadas, é feita sem absolutamente nenhuma fala! Só ouvimos a voz da protagonista lá pelos 15 a 20 minutos de filme! E você consegue entender o plot inicial perfeitamente!).

Um ponto interessante também está na trilha sonora do filme, claramente pensada em cada cena de ação do filme. Analisando calmamente, pode-se traçar um paralelo a um musical. O filme inteiro, na verdade, foca-se muito nesta temática. Do figurino predominante nas cenas, ao cenário (no primeiro plano da história, um teatro de uma clínica psiquiátrica. No segundo, um cabaret dos anos 50.), e até mesmo nos insides de Baby doll (as próprias coreografias de luta, quase dançadas) dão um ar muito característico ao filme. Até mesmo a transformação de cada personagem feminina num estereótipo erótico (bem evidenciado na cena onde Sweet Pea pergunta “Uma menina de roupa pré-escolar num sanatório?"), principalmente nas cenas de luta, cabe a esta intenção. E ao contrário, por exemplo, do The Last Airbender (de M. Night Shyamalan) tais lutas coreografadas não interrompem em nenhum momento o dinamismo das cenas. Garotas com roupa escolar super fortes usando espadas e armas, desafios à gravidade, robôs a jato na segunda guerra mundial e um dragão(!!!) podem ser esperados!

"Baby Doll, eu pedi um ovo de galinhaaaaaaaa!"

No entanto, um lado mais complicado no filme é a forma em que a história é passada. O plot do filme – na década de 50, uma garota é internada em um sanatório pelo seu padrasto ganancioso, o qual pretende ser o único herdeiro da fortuna deixada por sua mãe. Dali em diante, ela passa a enfrentar terapias dolorosas, além da ameaça de que em 5 dias passará por uma sessão de lobotomia. Diante do medo, sua única saída será refugiar-se em sua própria mente, onde criará uma realidade alternativa em que o sanatório é um bordel e suas amigas e ela necessitam passar por mundos diferentes e repletos de dragões, robôs, samurais, nazistas e armamento pesado a fim de poderem escapar. (by Wikipédia, ok?) – serve de pano de fundo para Snyder criar uma ode a nossa loucura funcional do dia a dia. Afinal, quem nunca “sonhou” (ou falando mais francamente, “viajou na maionese”) em estar numa realidade diferente da sua? Quem nunca flagrou a si mesmo imaginando lutas contra monstros, dragões, fugas incríveis ou feitos milagrosos? Todos um dia já criaram seu próprio mundo particular para respirar dos problemas, fugir das pendengas ou mesmo se sentir mais preparados para enfrentá-los. E tudo isso é representado de uma maneira hipnótica, porém confusa no filme, ao se adicionar duas camadas de ação na história, atrapalhando a conexão com a realidade a partir do momento onde os momentos de loucura são adicionados à tela.


"Suas armas serão esta espada, esta magnum .44 e estes decotes indecentes com sua cara de bebê.

E talvez seja justamente este o maior pecado de Sucker Punch. Ao relegar todo o desenvolvimento do filme às insides de Baby Doll, a história termina por perder a sua densidade, e vira puro escapismo. É verdade que a intenção de Snyder é fugir descaradamente da realidade – em nenhum momento, NENHUM, pode ser esperado alguma explicação científica razoável, e todos os personagens principais são loucos. Snyder deixa isso bem claro ao explicar mortos vivos com energia a vapor e tecnologia de relógio, explicação recebida numa boa na história – mas o mote principal termina se passando despercebido a partir do ponto em que você não consegue vincular o momento dentro do sonho de Baby Doll (sem falar do sonho dentro do sonho!) à realidade da prisão psiquiátrica. E a sensação só piora ao se perceber que tudo o que você está vendo não tem uma ligação de tempo-real com o mundo verdadeiro de Sucker Punch. Existe o risco de você se perder nas camadas do filme (um mal compartilhado com Inception, de Christopher Nolan), e terminar não se conectando com o filme. Talvez a cereja nestes momentos ruins de Sucker Punch esteja justamente na sua cena final, fechada por um momento clichê terrível, com direito a um deus ex-machina inexplicável (oh, bem, esta é a intenção, certo?), por do sol e narração pela improvável heroína do filme sobre superar os seus desafios sozinho, quando a mesma não pode ser tomada como exemplo no caso.


"Oi,  meu nome é Amber, esta imagem pode ser um spoiler, mas como sou super charmosa e linda o autor do post não se importa"


O que é uma pena, com tanto potencial no mundo da bela Baby Doll, as valentes Sweet Pea e Rocket (Abbie Cornish e Jena Malone), a medrosa Blondie (Vanessa Hudgens) e a incrível Amber (Jamie Chung, de longe, a atriz MAIS carismática do filme). Isso sem falar em Carla Gugino, que interpreta belamente madame Gorski (com um sotaque que eu vou te falar = p) e Oscar Isaac, brilhante como o enfermeiro/cafetão Blue! No Brasil provavelmente não fará tanto sucesso, justamente por esta falta de boa vontade do público de procurar a direção por onde seguir na história do filme (que não nego que foi bagunçado por algumas escolhas ruins de Snyder). Podem apostar numa crítica maledicente.
            Porém, não se enganem! Sucker Punch – Mundo Surreal é um prato cheio. Divertido, animado, dinâmico, tocante! Um filme que lembra que todos tem seus demônios, e que não é loucura acreditar no impossível para poder realizá-lo. Pois é sobre isso que trata o filme. Que antes de qualquer pessoa, seu mundo é seu, e você é que deve aprender a controlá-lo, enfrentá-lo, e superá-lo.

"A nova formação das Baby Cat Doll's!"

Portanto pegue logo esta sua maldita espada japonesa e uma magnum .44 dourada, e vá chacinar nazistas mortos vivos, destruir robôs super avançados e matar um dragão. Pois o tempo está passando, e só você pode impedir sua cidadela mental de ser destruída pela mega bomba que é a desesperança e o tédio na sua vida.

Ficha Técnica:
Título no Brasil:  Sucker Punch – Mundo surreal (No original:  Sucker Punch)
País de Origem:  EUA. Gênero: Ação, fantasia, drama, Steampunk. Classificação: 14 anos. Tempo de Duração: 120 minutos. Ano de Lançamento: 2011. Direção: Zack Snyder Elenco: Emily Browning, Abbie Cornish, Jena Malone, Vanessa Hudgens, Jamie Chung, Oscar Isaac (Blue), Carla Gugino (Madame Gorski) e etc…
Nota: 8,5 (¨¨¨¨¨ Cinco esferas do dragão!!! Putz, o Goku ia ficar orgulhoso hein?)
E mais uma coisa! (thump thump thunzzz) A trilha sonora tema do filme, da Björk é TENSO! Aproveitem!

2 comentários:

Monique Melo disse...

Ah, você gostou por causa das meninas bonitas, com roupas curtas en com personalidade agressiva! kkkk Brincadeira! Ainda não fui ver e confesso que não estou muito interessada em ir, mas já que você gostou vou pensar com carinho na possibilidade de vê-lo. Abraços.

Anônimo disse...

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