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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Fim de Bakuman. Trágico, trágico!

Eu falo sobre postar mais textos e fico 4 meses sem postar nada. Que vergonha viu?



Bakuman. Muita gente aqui pode nunca ter ouvido falar deste mangá. Bom, muita gente pode não saber nem o que é mangá. Se este for o caso, curiosamente, Bakuman é a leitura certa para você, que se interessa pelo assunto.


Com o plot de dois colegiais japoneses (Moritaka Mashiro [真城最高 Mashiro Moritaka], que é um desenhista, e Akito Takagi [高木秋人 Takagi Akito] que será o roteirista) que, por um acaso do destino, se descobrem ter a vontade de tornar-se mangakás (os criadores de mangás) profissionais, em conjunto com a vontade de um dos protagonistas querer se casar com a mocinha da história (a querida Azuki Miho) quando ambos conseguirem concretizar seus sonhos (o dele de se tornar um mangaká, o dela de ser uma dubladora profissional) o mangá se tornou um sucesso mundial. Com o pano de fundo de uma linda (e muito estranha) história de amor e humor, Bakuman nos trouxe personagens memoráveis, histórias interessantes, discussões polêmicas (até onde pode ser polêmico um tema tratado num mangá de humor), idéias interessantes e tudo o mais que pode haver numa boa história, tudo isso sem saltar um mísero hadouken. Mas principalmente, abordou um tema que eu mesmo percebi não saber patavinas: O mundo dos mangás.

Foi bem legal ver como muita coisa funciona, por trás do papel e tinta. A relação entre autor e mangá, obra e editora, editor e mangaká. Confesso que muitas vezes achei que no máximo rolava uma panelinha e um ou outro concurso para procurar novos mangakás. No entanto o buraco é bem, bem mais embaixo (na verdade, do outro lado do mundo *thump thump thunzzzz*)



Com uma história sobre situações praticamente reais (na realidade, fica claro para quem busca saber das hitórias algumas homenagens dos autores a certas situações vividas por eles mesmos ou amigos do ramo), embora meio absurdas, Bakuman acertou em cheio no tom da história. Criou uma personalidade forte e própria, com um traço arrojado que lembra de longe alguns trabalhos dos autores (como death note ou hikaru no go). Lançou uma forma única de trabalhar o seu mangá, quando ao longo da história criou "mangás dentro do mangá" (inception feelings?) como PCP, Crow e tantos outros, dentre eles o meu favorito, o Lontra 11 (Um mangá sobre um humano com cabeça de lontra que proteje um bebê lontra com cabeça humana da tirania humana, odeia trabalhar e mete o sarrafo no povo com punhos que se transformam em pedra!?!), pequenas tiradas mas que mostram a genialidade da dupla Tsugumi Ohba e Takeshi Obata, criadores da peça.

Bakuman se vai, após 4 anos de mangá, 2 temporadas de anime, com uma 3º a caminho, toneladas de material extra espalhados pela net e nos books, e muitos, muitos fãs, que adoraram se deliciar com cada pedacinho de uma história tão legal. Resta agora procurar algo que possa suprir o buraco deixado pelo fim do mangá, ou atender o pedido da Jump e esperar o próximo trabalho da dupla, que deve sair em breve. Enfim, esperemos o que esperemos, o fato é que uma grande história chega ao fim, de forma digna (embora meio... insossa?) e depois de mostrar a que veio. Vai deixar saudades.

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