Bakuman. Muita gente aqui pode nunca ter ouvido falar deste mangá. Bom, muita gente pode não saber nem o que é mangá. Se este for o caso, curiosamente, Bakuman é a leitura certa para você, que se interessa pelo assunto.
Com o plot de dois colegiais japoneses (Moritaka Mashiro [真城最高 Mashiro Moritaka], que é um desenhista, e Akito Takagi [高木秋人 Takagi Akito] que será o roteirista)
que, por um acaso do destino, se descobrem ter a vontade de tornar-se
mangakás (os criadores de mangás) profissionais, em conjunto com a
vontade de um dos protagonistas querer se casar com a mocinha da
história (a querida Azuki Miho) quando ambos conseguirem concretizar
seus sonhos (o dele de se tornar um mangaká, o dela de ser uma dubladora
profissional) o mangá se tornou um sucesso mundial. Com o pano de fundo
de uma linda (e muito estranha) história de amor e humor, Bakuman nos
trouxe personagens memoráveis, histórias interessantes, discussões
polêmicas (até onde pode ser polêmico um tema tratado num mangá de
humor), idéias interessantes e tudo o mais que pode haver numa boa
história, tudo isso sem saltar um mísero hadouken. Mas principalmente,
abordou um tema que eu mesmo percebi não saber patavinas: O mundo dos
mangás.
Foi
bem legal ver como muita coisa funciona, por trás do papel e tinta. A
relação entre autor e mangá, obra e editora, editor e mangaká. Confesso
que muitas vezes achei que no máximo rolava uma panelinha e um ou outro
concurso para procurar novos mangakás. No entanto o buraco é bem, bem
mais embaixo (na verdade, do outro lado do mundo *thump thump thunzzzz*)
Com uma história sobre situações praticamente reais (na realidade, fica claro para quem busca saber das hitórias algumas homenagens dos autores a certas situações vividas por eles mesmos ou amigos do ramo), embora meio absurdas, Bakuman acertou em cheio no tom da história. Criou uma personalidade forte e própria, com um traço arrojado que lembra de longe alguns trabalhos dos autores (como death note ou hikaru no go).
Lançou uma forma única de trabalhar o seu mangá, quando ao longo da
história criou "mangás dentro do mangá" (inception feelings?) como PCP,
Crow e tantos outros, dentre eles o meu favorito, o Lontra 11 (Um mangá
sobre um humano com cabeça de lontra que proteje um bebê lontra com
cabeça humana da tirania humana, odeia trabalhar e mete o sarrafo no
povo com punhos que se transformam em pedra!?!), pequenas tiradas mas
que mostram a genialidade da dupla Tsugumi Ohba e Takeshi Obata, criadores da peça.


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