Ah Blog, a quanto tempo.
Eu sou um cara errado.
Torto. Meus vícios são cruéis, e bem vistos pela sociedade. Tem quem me chame de santo por que não me conhece. Tem quem me considere o diabo pelo mesmo motivo.
No fim, eu sou apenas a epítome da minha vida. Paciência demais, reservas de menos, pouca coragem pra fazer o que quero, mas teimosia pra concluir o que começo.
Hoje é um daqueles dias em que mudam sua vida por simples pequenas ações. Hoje eu me perdoei por não tentar dar 300%, por não tentar abraçar o mundo com os pés. Aceitei a opção de falhar.
Por que falhar acontece. Falhamos mais do que gostaríamos de admitir, mas muito menos do que deveríamos temer. Falhamos ao acordar, ao levantar, ao tomar o café, ao ir no banheiro. Falhamos ao escolher o melhor programa na tevê, ou mesmo ao ligar a tevê. Falhamos quando pegamos ou perdemos o ônibus, falhamos nos minutos a mais ou a menos que chegamos na aula/trabalho. Falhamos na volta, no jantar, no café, no final da novela. Na hora de ir dormir, quando ficamos no Facebook, ou na hora de roncar, que é quando vamos dormir.
Mas, encurtando longas prosas filosóficas que alguém diria ter sido copiado de algum poe da vida, a vida é isso aí mesmo. Falhar. E tentar de novo.
Na grande maioria das vezes lembramos só do falhar. De evitá-lo, de lamentar que chegamos a ele, de culpar alguém por isso.
Mas o fato é que, em algum momento de nossas vidas, inúmeras vezes, vamos cair.
Então, o passo seguinte é levantar.
As vezes é importante se deixar cair. Parar de tentar se segurar no bambear da força de vontade. As vezes a gente precisa do chão duro pra descansar.
No fim, a questão sempre vai ser não do quão forte você bate, mas sim do quanto suportar levantar de novo e de novo.
É isso. Me deixei cair. Estou respiranto.
E vou levantar pra seguir com o Round.

Um comentário:
gostei do que li... conseguiu me fazer sentir o que diz, me levou e isso é a essência de um texto! me deu um soluço no peito ao ler o final..."às vezes é preciso do chão para descansar..".. é isso, vc fala de todos nós.. todos que batalhamos no aprendizado sem mapas dessa vida extraordinária.
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